O antigo capitão do Benfica Luisão falou esta quinta-feira numa conferência promovida pela revista Exame sobre a sua carreira de jogador de futebol e da importância da liderança num grupo de trabalho. O atual

"Sempre gostei dos momentos difíceis enquanto capitão. Desfrutava dos momentos fáceis, chegava a casa cansado mas gostava muito dos momentos difíceis. Nos tempos de Trapattoni perdemos um jogo e dei uma entrevista onde disse que iriam ver quem iria comemorar em maio. E não é que deu certo? O papel do líder é tirar o foco da cobrança sobre a equipa. Uma vez, os adeptos do Benfica estavam a vaiar e quando virámos o jogo mandei-os calar. Foi uma forma de tirar a pressão dos outros", começou por dizer Luisão antes de abordar a passagem de testemunho da braçadeira de capitão para Jardel.

"Sou amigo pessoal dele [Jardel] e tem uma história espetacular no Benfica. Chegou de um clube pequeno e esperou pelo tempo dele, o que não é fácil. Eu e Garay tínhamos uma sintonia muito boa e não era por falta de qualidade que Jardel não jogava. Soube esperar e agora, com muito mérito, é o capitão. É difícil olhar para Jardel e ver o Luisão, como era difícil olhar para o Luisão e ver o Nuno [Gomes] ou o Simão. A cobrança pode ser grande, mas confio nele, pois lá dentro vejo a maneira como lidera. Pode não ter o estilo de Luisão, de gritar, mas sei que tem todos os atributos para ser capitão muitos anos", sentenciou Luisão.

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