O presidente em exercício e candidato a um novo mandato no Vitória de Guimarães, Miguel Pinto Lisboa, defendeu hoje que a formação deve fornecer mais jogadores à equipa principal de futebol e às seleções nacionais.

Eleito em 20 de julho de 2019, o dirigente recandidata-se à liderança dos vimaranenses nas eleições marcadas para 05 de março e defendeu que os escalões de formação são a ‘chave’ para o clube da I Liga portuguesa de futebol “pôr termo a décadas de instabilidade e inconsequência”, incapaz de se classificar nos cinco primeiros do campeonato por duas épocas consecutivas desde 1997/98.

“Para ganhar no futebol, o nosso eixo assenta na formação, no ‘scouting’ e no ADN Vitória. Queremos reforçar a presença da formação no plantel principal e a presença da formação nas seleções, compreendendo também que o estatuto do Vitória enquanto potência formadora é igualmente um garante da sua solidez e autonomia financeira”, vincou, durante a cerimónia de apresentação da candidatura ‘Um Vitória de todos’, correspondente à lista C.

Na cerimónia decorrida no Paço dos Duques de Bragança, o candidato defendeu que, ao longo dos últimos dois anos e meio, a formação aumentou a sua presença nas seleções nacionais, tendo deixado de ser “um viveiro para clubes rivais”.

O discurso de Miguel Pinto Lisboa mencionou os eixos vertidos no seu programa para o triénio 2022-25, entre os quais se contam o recurso a “um parceiro estratégico” minoritário na SAD, que “aporte investimento e ‘know how’”, para “alavancar o nível competitivo” e valorizar a “marca Vitória”.

Convicto de que o Vitória estava longe de “uma situação financeira robusta” em 2019, o presidente em exercício vincou que o clube minhoto “reposicionou-se no mercado” no seu mandato, valorizando os “seus ativos de forma nunca antes conseguida”, em referência às vendas de Edmond Tapsoba, para os alemães do Bayer Leverkusen, por cerca de 18 milhões de euros, e de Marcus Edwards, para o Sporting, por 7,67 milhões de euros.

O dirigente prometeu ainda a conclusão do miniestádio em construção na academia do clube, destinado a acolher as equipas B e sub-23 de futebol, com capacidade para 2.366 espetadores, e também “concretizar” a nova academia para o futebol profissional, na freguesia de Silvares, na zona oeste da cidade, com seis campos de treino e “estruturas de apoio ao alto rendimento”.

À semelhança do que estava inscrito no programa eleitoral de 2019, Miguel Pinto Lisboa frisou ainda o desejo de ver o número de sócios crescer para 40 mil e anunciou outras medidas como a criação de uma ‘fan zone’ junto à bancada sul do Estádio D. Afonso Henriques em dias de jogo e “condições especiais de acesso” para as famílias ao topo Norte Superior.

A lista C, encabeçada por Miguel Pinto Lisboa, vai concorrer com a lista A, encabeçada por António Miguel Cardoso, que repete a candidatura de 2019, e com a lista B, liderada por Alex Costa, no sufrágio marcado para 05 de março.

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