No jogo da primeira mão do “play-off” de acesso à Liga Europa
com os russos do Zenit de São Petersburgo, que o Nacional venceu por
4-3 no Estádio da Madeira, não foi permitida cobertura televisiva.

Rui
Alves explicou hoje, em conferência de imprensa, que o Nacional, com
esta medida, tem como objectivo pôr fim às “borlas” nos resumos dos
respectivos jogos.

“A lógica de que se filmará o jogo para fazer
um resumo de três minutos não colhe. Os jornalistas passarão a entrar
no Estádio da Madeira para fazerem três minutos de cobertura do
espectáculo desportivo, menos aqueles que têm contrato e pagam ao
Nacional para desenvolver o seu espectáculo”
, disse Rui Alves.

Para
o presidente do Nacional, esta medida é uma questão de “marketing” do
Nacional e prometeu desenvolvê-la junto da Liga para que a mesma seja
aplicada pelos outros clubes.

Rui Alves classificou ainda a
campanha da secretaria de Estado do Turismo para promover Portugal e a
Madeira na Rússia, aproveitando o jogo da segunda mão do “play-off”, de
“aproveitamento político” daquele que considera ser o principal inimigo
do futebol.

“Este Governo da República é o adversário número um
do futebol profissional em Portugal. Basta ver o que tem acontecido aos
clubes, algumas bandeiras deste país que têm praticamente fechado,
basta pensar na carga fiscal que se atribuiu aos clubes”
, sublinhou.

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