O Regulamento de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) passou a prever que quem faça a nomeação dos árbitros tenha acesso aos relatórios técnicos, de acordo com o documento aprovado em 25 de junho e divulgado esta sexta-feira.

No entanto, estas alterações ao documento estão suspensas até "à homologação e posterior publicação do parecer solicitado pelo Governo português à Procuradoria-Geral da República", atendendo às normas constantes no Regime Jurídico das Federações Desportivas.

Apesar disso, o Regulamento de Arbitragem agora aprovado pela direção federativa permite que, nos artigos dedicados às secções profissional e não profissional, esta estrutura, responsável pela nomeação dos árbitros, consulte "os relatórios de avaliação técnica dos árbitros sob a sua jurisdição através da plataforma informática" e receba "da secção de classificações o resultado das decisões das reclamações, incluindo os pareceres emitidos pela CAR (Comissão de Análise e Recurso), apresentadas pelos clubes e árbitros afetos ao setor".

Fonte federativa explicou à Lusa que esta alteração regulamentar visa promover a "transparência" no setor e segue-se ao pedido de o presidente do organismo, Fernando Gomes, ter solicitado "prioridade máxima" para a convocação da Assembleia Geral (AG) que vai apreciar, entre outras alterações, o sorteio dos árbitros.

Na época 2014/15, o árbitro nomeado para a final da Taça de Portugal, disputada a 31 de maio, Marco Ferreira, foi confrontado com a sua despromoção cerca de duas semanas depois.

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