Dos 10 estádios construídos de raiz ou remodelados para o Euro2004, apenas o Bessa Século XXI, casa do Boavista, atualmente na II divisão ficará ausente do circuito de recintos onde se disputarão as 30 jornadas da liga, cujo inicio está agendado para a próxima sexta feira.

Em prova vão estar os estádios da Luz (65 000 mil lugares), Dragão (50 000), Alvalade XXI (50 000), Braga (30 000), D.Afonso Henriques (30 000), Estádio Municipal de Leiria Magalhães Pessoa (23 400), Cidade de Coimbra (30 000), Algarve (30 000) e Aveiro (30 000).

O Estádio do Algarve, onde o Portimonense jogará até à conclusão das obras no Municipal de Portimão, vai receber por tempo ainda indeterminado jogos do principal competição do futebol português, situação inédita na curta vida deste equipamento.

Construído de raiz para o Euro, o estádio recebeu um jogo da primeira liga há pouco mais de cinco anos (Estoril-Benfica), duas finais da Supertaça Cândido de Oliveira e tem sido o único palco das três edições da final da Taça da Liga.

O Portimonense estreia-se na casa emprestada na segunda jornada da liga, frente à Naval 1.º de Maio.

Já o Estádio de Aveiro, onde alinha o Beira-Mar, regressa ao convívio dos grandes com a subida do clube de Aveiro à primeira liga mas, seis anos depois a inauguração, ainda não se conseguiu encontrar um modelo de rentabilização do espaço.

Aliás, ainda no passado mês de Julho um grupo de alunos do Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM) de Aveiro apresentou um estudo de ideias destinadas a rentabilizar este equipamento desportivo, designadamente através da sua utilização como um espaço cultural de referência ou a instalação de um casino.

A empresa responsável pela gestão do Estádio Municipal de Aveiro (EMA) estima que este ano, pela primeira vez, este espaço registe “contas equilibradas”. De acordo com a EMA os custos com a exploração/manutenção deste equipamento rondam os 50 mil euros mensais.

Por mais de uma vez já foi lançado o desafio ao Beira-Mar para assumir a gestão do recinto, mas o clube, que se estreia na I liga no próximo domingo frente à União de Leiria, tem declinado, alegando não estar em condições de assumir essa tarefa.

O Magalhães Pessoa vai continuar a receber jogos da primeira liga, na qualidade de “casa” da União de Leiria, apesar de ter estado “fora” do roteiro da prova por uns dias, depois de o clube ter anunciado em Junho que iria transferir-se para Torres Novas por falta de acordo com a empresa gestora do estádio, a Leirisport, tendo posteriormente revisto a posição.

A SAD da União de Leiria invocou os elevados custos de jogar no Magalhães Pessoa – 250 mil euros por época –, mas acabou por, já no início de Julho, mostrar disponibilidade para pagar o valor pedido pela empresa gestora do equipamento.

Fora da primeira liga vai continuar o Estádio Bessa século XXI, onde o Boavista disputa os jogos da II divisão.

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