No dia em que se espera a decisão da Comissão Arbitral Paritária sobre o caso Bruma, o presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, fez novas revelações em torno de todo o processo de renovação do extremo de 18 anos.

Em entrevista ao diário A Bola, o líder leonino garante que nunca conseguiu perceber as exigências pessoais do atleta para renovar contrato e volta a acusar os representantes de Bruma de terem sabotado constantemente o processo de renovação de contrato com o jovem leonino por interesses pessoais de  comissões.

«O Bruma nada exigiu diretamente, pelo que não sei se as exigências eram dele ou de quem o rodeia. Depende dos dias e das horas. Já disse que várias vezes chegámos a acordo mas depois era sempre alterado. Nunca me foi dito pela outra parte: por determinado valor, o Bruma renova», começou por dizer Bruno de Carvalho.

«Foi sempre em regime de leilão, o Sporting dava mais, chegávamos a acordo e depois, afinal… Não me parece que tenha estado em causa o salário do atleta, pois nunca foi feita por parte dos representantes e agentes uma proposta. Em causa estiveram sempre as percentagens de passe e prémios de assinatura para os agentes», frisou o líder leonino, sem nunca esquecer a trapalhada da direção anterior na renovação de Bruma: «Havia uma proposta aceite por todas as partes em dezembro, que a direção anterior não assinou. É incompreensível, pois assinando salários milionários com vários jogadores não me parece que alegar falta de condições financeiras para renovar com um jovem que estava na equipa B fosse plausível».

O processo de renovação de Bruma tem levantado muitas suspeitas em torno de outros clubes que pretendem desviar o jogador de Alvalade. Na entrevista ao diário A Bola, Bruno de Carvalho assume que poderá haver um clube por detrás de todo o processo «patrocinado por um agente/fundo».

Em relação à decisão do Comissão Arbitral Paritária, Bruno de Carvalho espera uma decisão favorável ao Sporting que irá simbolizar também uma mensagem contra o «agiotismo» do futebol atual.

«Considero que não pode existir outra [decisão] que não a favorável ao Sporting Clube de Portugal, pois essa decisão não será apenas favorável ao Sporting mas ao desporto português e mundial, na medida em que deixará uma mensagem clara aos clubes que apostam na formação: que os seus direitos são defendidos e que o desporto condena qualquer tipo de ato de agiotismo», sentenciou.

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