Na temporada passada, o Benfica chegou ao clássico no Dragão no segundo lugar, a um ponto do FC Porto, e de lá saiu líder, depois de uma reviravolta no campo e na tabela classificativa, que levou a equipa de Bruno Lage à conquista do título. Deste vez, os encarnados chegam à cidade Invicta no comando do campeonato, e com sete pontos sobre os azuis e brancos. O que significa que, independentemente do resultado no duelo deste sábado, não haverá mudanças no topo da tabela.

Ainda assim, o Benfica já sabe o que é perder contra o FC Porto neste ano. Depois de um arranque promissor na temporada, que incluiu uma goleada (5-0) ao Sporting na Supertaça Cândido de Oliveira e dois triunfos contundentes nas duas primeiras rondas da I Liga (5-0 na receção ao Paços de Ferreira e 2-0 frente ao Belenenses SAD no Jamor), as águias sofreram o primeiro 'desaire' da temporada diante do FC Porto, na 3.ª jornada.

A equipa de Sérgio Conceição ganhou com mestria na Luz, com Zé Luís e Marega a faturarem para os azuis e brancos, anulando toda e qualquer estratégia encarnada para este duelo. Foi, de resto, a única derrota averbada pelo Benfica até ao momento na I Liga, e a primeira desde que Bruno Lage assumiu o comando da equipa principal.

Benfica vs FC Porto
Andreas Samaris e Zé Luís a lutarem pela bola. MIGUEL A. LOPES/LUSA créditos: © 2019 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Da desilusão na Champions à turbulência no campeonato

A derrota no clássico deixou logo o Benfica privado de Chiquinho, que só regressaria aos relvados em outubro. A dupla Seferovic-Raul de Tomas não estava a dar frutos, pelo que Pizzi tornou-se o goleador de serviço dos encarnados. Ao 'desaire' em casa com o FC Porto seguiu-se um triunfo por 4-0 no terreno do SC Braga, com 'bis' do camisola 21 e dois golos na própria baliza. O médio voltaria a estar em destaque na jornada seguinte, ao marcar na vitória por 2-0 na receção ao Gil Vicente.

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A entrada na Champions deu início a uma fase mais titubeante das águias: derrota nas duas primeiras rondas (2-1 com o Leipzig na Luz e 3-1 fora com o Zenit), intercaladas por uma vitória arrancada a ferros no terreno do Moreirense (2-1), um nulo com o Vitória de Guimarães para a Taça da Liga, e um triunfo pela margem mínima na receção ao Vitória de Setúbal, com os três pontos a saírem do banco de suplentes - nesta altura Vinícius não fazia parte das primeiras escolhas de Lage.

Longe de exibições de encher o olho, e com Rafa lesionado, os encarnados entraram, ainda assim, numa sequência positiva de resultados, que coincidiu com a aposta em Vinícius para a frente de ataque. As águias estrearam-se na Taça de Portugal com uma goleada sobre o Cova da Piedade, somaram a primeira vitória na Champions, na receção ao Lyon (2-1), e continuaram a vencer no campeonato (Tondela, Portimonense e Rio Ave), segurando a liderança perante a perseguição do FC Porto, que nesta altura estava apenas a dois pontos.

O Benfica voltaria a sofrer um duro golpe na Champions, ao perder em casa do Lyon, comprometendo seriamente as suas aspirações na prova, confirmadas depois com o empate em Leipzig. Nas competições internas, o clube da Luz também comprometia a passagem à 'final four' da Taça da Liga, ao empatar 1-1 em casa do Sporting da Covilhã, e teve de se aplicar para eliminar o Vizela na Taça de Portugal.

Um Vinícius consumido pelo golo e o regresso de Rafa

No campeonato a história era outra. Vinícius, agora a titular, fez rapidamente por mostrar a sua veia goleadora - lidera atualmente, ao lado de Pizzi, a lista dos melhores marcadores da I Liga - e com o ele o Benfica voltava às boas exibições, com destaque para o 4-1 no Bessa e para o 4-0 na receção ao Famalicão, a equipa sensação da temporada. Nesta fase a distância para o FC Porto já era de quatro pontos.

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A equipa de Bruno Lage venceu ainda o Zenit na última jornada da Champions, garantindo presença na Liga Europa, eliminou o SC Braga da Taça mas despediu-se do primeiro troféu da época (Taça da Liga) com um empate 2-2 no Bonfim.

O novo ano civil trouxe um Benfica em dificuldades para vencer em Guimarães (1-0, golo de Cervi) e depois na receção ao lanterna-vermelha Aves (2-1), com o golo da reviravolta encarnada a surgir dos pés de André Almeida aos 89 minutos. A equipa de Bruno Lage voltou a ter de puxar os galões para bater o Rio Ave nos quartos de final da Taça (3-2), duelo que antecedeu o dérbi com o Sporting.

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Rafa celebra depois de marcar frente ao Sporting, no jogo que deixou o Benfica com sete pontos de avanço na liderança da I Liga. EPA/MANUEL DE ALMEIDA

Em Alvalade acabou por ser Rafa o herói da partida. O extremo, que tinha estado afastado dos relvados devido a lesão, saltou do banco e bisou para os encarnados, que, por força da derrota do FC Porto com o SC Braga, conseguiu distanciar-se ainda mais dos adversários diretos. Seguiram-se triunfos em Paços de Ferreira e na receção ao Belenenses SAD (este com alguns sobressaltos pelo meio), que permitem às águias chegar a este clássico com sete pontos de vantagem sobre o FC Porto.

Depois da vitória na primeira meia-final da Taça de Portugal, frente ao Famalicão (3-2), a equipa encarnada centra agora atenções num duelo que poderá ser determinante para as contas do título. E Bruno Lage poderá repetir o feito alcançado na época transata, quando venceu no Dragão por 2-1, resultado que lançou as águias para a conquista do 37.

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