Em entrevista ao Porto Canal, Jorge Nuno Pinto da Costa revelou que a pandemia veio 'congelar' vendas do clube avaliadas em 147 milhões de euros.

"Ainda ontem ouvimos o presidente de um clube a dizer que esta pandemia impossibilitou a venda por 200 milhões de euros. Nós também tínhamos encaminhado, não era por esse valor, mas tínhamos perto perto desse valor. 147 milhões, que se fosse realizado não estávamos aqui a falar de problemas financeiros", disse.

O líder do FC Porto abordou ainda a suposta crise vivida pelo clube afirmando que é uma crise abençoada "em que estamos em primeiro no campeonato e na final da Taça de Portugal".

Sobre a perda de jogadores a custo zero, Pinto da Costa justificou com o elevado salário pedido pelos mesmos.

"Os dois candidatos têm a cassete do 'não deixam sair jogadores a custo zero'. Dois anos antes o Herrera era o patinho feio, era um jogador nada estimado, o Sérgio Conceição recuperou o Herrera. Nós tentamos renovar, o Herrera pediu 6,2 milhões de euros. Acha que o FC Porto pode ter jogadores a esse nível salarial? Tentámos tudo para que baixasse, tentamos negociá-lo com outros clubes, mas nesse ano ninguém estava interessado nele. Ele continuou a exigir os 6,2 milhões e tivemos de optar em usa-lo ou dar os 6,2 milhões. O Brahimi foi parecido, mas não fizemos uma proposta concreta. Sabíamos através dos empresários quanto ele queria. Era impossível", explicou.

O líder 'azul-e-branco' deu conta ainda da negociação do naming do Estádio do Dragão que está "para mais perto do que se pode pensar", com uma empresa estrangeira.

O dirigente portista comentou também a proposta de Nuno Lobo, candidato pela Lista B à presidência dos ‘dragões’, sobre a criação de uma equipa de futsal. Pinto da Costa diz que é impossível cumprir essa proposta com um orçamento de 250 mil euros e que não promete fazer o mesmo uma vez que isso seria "enganar as pessoas".

"Futsal custa 250 mil euros? Para fazer frente ao Benfica e Sporting custa pelo menos dois milhões. Só se for jogar eu e o senhor para sermos os bombos da festa. Isso comigo não acontecerá. Há jogadores que ganham mais de um milhão de euros. Foi o que ofereceram ao Ricardinho no Sporting. No meu projeto não está duplicar as modalidades. Isso é enganar as pessoas. FC Porto nos próximos dois anos tem de fazer grande esforço para manter competitividade nas modalidades que tem", esclareceu.

Pinto da Costa admitiu que caso seja reeleito, este deverá ser o seu último mandato à frente do FC Porto - "Eu julgo que sim. Eu penso que será" - e abordou a polémica com Pedro Proença à frente da Liga devido à carta enviada ao Presidente da República sobre a transmissão de jogos em sinal aberto".

"Eu digo sempre a mesma coisa e não me esqueço de como estava a liga quando entrou Pedro Proença e como está a agora. Não vou em golpes, com o pretesto que escreveu uma carta ao presidente da republica. Agora é crime escrever uma carta! As toupeiras não!", disse.

Pinto da Costa recandidata-se à presidência do FC Porto nas eleições que acontecem nos próximos dias 06 e 07 de junho, e que contam também com as lista B, liderada por Nuno Lobo, e lista C, encabeçada por José Fernando Rio, além da lista D, que concorre apenas ao Conselho Superior e é liderada por Miguel Brás da Cunha.

*Artigo atualizado às 23h33

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