O treinador João Henriques vincou hoje a indiferença dos futebolistas do Moreirense face ao cenário de uma eventual descida administrativa à II Liga no final da época, levantado pelo presidente do Belenenses SAD.

“Cada um tem de responder pelas suas palavras. Até ficámos um bocado surpreendidos com aquilo que aconteceu, mas focamo-nos apenas no nosso trabalho e naquilo que podemos controlar. Já fomos criticados injustamente quando fomos aos Açores e agora tivemos uma situação diferente. Continua a passar tudo completamente ao lado”, frisou o técnico, na antevisão ao jogo com o Famalicão, no domingo, da quinta jornada da I Liga.

Em 27 de agosto, logo após o empate entre Belenenses SAD e Moreirense (1-1), em Leiria, da ronda anterior, Rui Pedro Soares manifestou, em conferência de imprensa, “solidariedade aos profissionais” dos minhotos, assegurando que o clube “foi condenado por corrupção desportiva e vai, efetivamente, descer [de divisão] administrativamente”.

“Quando o árbitro apita, vamos à procura da vitória. É a única coisa que podemos e devemos fazer: bons jogos e exibições, ajudar o clube a atingir os objetivos e valorizar ativos. É assim que vamos conseguir todos juntos somar agora a primeira vitória. É a melhor resposta que podemos dar a essas situações”, finalizou João Henriques.

O caso remonta a 2018, quando o Tribunal da Feira condenou o Moreirense na pena única de 450 dias de multa à taxa diária de 250 euros, perfazendo o montante global de 112.500 euros, por quatro crimes de corrupção ativa no fenómeno desportivo, além de ter enfrentado a pena acessória de suspensão de participação em competição por um ano.

Ainda no mesmo processo, também foram condenados Pedro Miguel Magalhães, filho de Vítor Magalhães, presidente do Moreirense, e Manuel Orlando ‘Alhinho’, antigo vice-líder do clube, a três anos de prisão com pena suspensa, por quatro crimes de corrupção.

A suspensão da execução das penas ficou condicionada à entrega de quantias, cujos montantes variaram entre os 1.000 e os 5.000 euros, a instituições de ação social.

Segundo a acusação do Ministério Público, o Moreirense tentou subornar seis jogadores de equipas adversárias para ascender da II Liga ao escalão principal na época 2011/12.

A investigação apurou que o filho de Vítor Magalhães e Orlando ‘Alhinho’ pediram a dois ex-jogadores do Moreirense para abordarem jogadores da Naval e do Santa Clara, prometendo-lhes “avultadas quantias em dinheiro” para terem um “mau desempenho desportivo” nos jogos de futebol que aquelas equipas iriam disputar com os minhotos.

Dos futebolistas contactados apenas um jogador da Naval terá aceitado a proposta, recebendo 5.000 euros por ter sido expulso durante a derrota da equipa da Figueira da Foz, na receção ao Moreirense (1-2), em encontro da 28.ª e antepenúltima jornada.

O Moreirense, 16.º e antepenúltimo colocado, com dois pontos, recebe o Famalicão, 17.º e penúltimo, com um, no domingo, às 15:30, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos, em encontro da quinta jornada da I Liga, com arbitragem de Manuel Mota, da associação de Braga.

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