Um Benfica de ‘segunda linha’ teve hoje de esperar pela segunda parte para resolver a partida com o Beira-Mar, com Sidnei e Jara a marcarem os golos do triunfo encarnado, sem grande brilho mas sem contestação, e Yartey a reduzir já nos descontos.

Com o FC Porto no horizonte, pois a segunda mão da meia-final da Taça de Portugal está agendada para quarta-feira (20h30), o Benfica surgiu com um onze pouco usual, onde se destacavam as ausências de muitos habituais titulares. Aimar, Jara e Carlos Martins eram as excepções na equipa, onde se salientava ainda a estreia na Liga do argentino Fernández.

O Beira-Mar, por sua vez, entrou com o conforto de ver a sua permanência na 1ª Divisão assegurada pela derrota da Naval diante do Rio Ave. No entanto, isso não impediu que a formação de Aveiro apresentasse uma boa atitude na Luz, sempre atrevida e bem organizada. Por isso mesmo, Júlio César revelou-se na baliza do Benfica um dos protagonistas do primeiro tempo, travando várias jogadas perigosas dos aveirenses, que aproveitavam a falta de rotinas nos anfitriões.

Só mesmo no final da primeira metade é que o Benfica criou mais perigo, com Kardec e Carlos Martins a estarem perto do golo. E foi já nos descontos que gritou-se mesmo golo, com Aimar a cobrar um livre no flanco direito e a bola a desviar num defesa, mas o árbitro Elmano Santos invalidou o lance por suposta posição irregular de Kardec. Os protestos no estádio foram mais do que muitos e o apito final soou assim no meio de um enorme coro de assobios.

No segundo tempo, as ‘reservas encarnadas entraram com outro ritmo e aos 47’ já Kardec atirava ao poste. Pouco depois, aos 53’, Sidnei inaugurou mesmo o marcador. O central – que até estava a ser o pior jogador do Benfica, com várias falhas comprometedoras – vestiu a pele de avançado e fez o 1-0, finalizando uma boa jogada de Kardec.

Logo nos minutos seguintes, o Beira-Mar reage com dois ataques que podiam ter dado o empate. Júlio César mostrou muita concentração e negou essas investidas, que se revelariam praticamente o ‘canto do cisne’ para o Beira-Mar.

Depois das saídas de Aimar, Fernández e Luís Filipe, o Benfica ganhou mais dinâmica com as entradas de Maxi, Cardozo e César Peixoto, mas sobretudo com a subida de rendimento de Jara. O avançado argentino despertou tarde, mas a tempo de brilhar e assinar um grande golo aos 70’, elevando o resultado para 2-0, na sequência de uma excelente jogada individual em que se livrou de vários defesas e atirou cruzado e sem hipótese para Rui Rego.

A resistência do Beira-Mar caiu a pique e os homens comandados por Rui Bento pareciam ter deixado de ser capazes de contra-atacar como tinham feito com qualidade na primeira parte. Assim, foi o Benfica que esteve mais perto de aumentar a vantagem. No entanto, forçar o ritmo já não era necessário, até pela perspectiva do ‘clássico’ com o FC Porto estar já na mente dos jogadores.

Só que Yartey – jogador cedido pelo Benfica ao Beira-Mar e que entrou na segunda parte – não alinhou na vitória encarnada e com uma bomba de fora da área reduziu o resultado para 2-1, num prémio à boa atitude dos aveirenses.

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