O presidente do Vitória de Setúbal, Fernando Oliveira, reafirmou hoje que o clube sadino já pagou a dívida de cerca de 500 000 euros reclamada pela empresa espanhola Asesoriamento Deportivo.

“Eu hoje liguei para o senhor Paço Moreno, disse-lhe que o Vitória de Setúbal é um clube de bem e de pessoas com frontalidade (…) e que estava disponível para demonstrar que efectivamente a dívida [à empresa Asesoriamento Deportivo] está paga”, disse.

“350 000 Euros da transferência do Edinho foram para conta dele [Paco Moreno] ou do solicitador de execução, mais uma importância de 140 000 euros da PPTV (televisão), que ultrapassam largamente aquilo que ele tem a receber”, acrescentou

Fernando Oliveira, que falava à lusa à margem da apresentação do plantel da equipa de futebol para a época 2010/2011.

Questionado sobre o destino do dinheiro entregue por conta da dívida à Assessoriamento Deportivo, Fernando Oliveira aconselhou o empresário espanhol a questionar o advogado que representa, Duarte Costa, ou o solicitador de execução, a quem terá sido efectuado o pagamento da referida dívida.

“Acho que tudo isto é um 'fait-divers' de uma pessoa que está ressabiada com o Vitória de Setúbal, porque foi despedida do clube, e que tem uma animosidade despudorada contra o Vitória”, disse o dirigente sadino.

Fernando Oliveira salientou que o referido advogado, Duarte Costa, está agora ao serviço da União de Leiria e que o diferendo se agudizou após a saída de Manuel Fernandes da cidade do Lis para o Vitória de Setúbal.

O dirigente do clube sadino afirmou ainda que “mais do que má fé, há uma atitude persecutória em relação ao Vitória de Setúbal” e adiantou que já está a preparar processos-crime contra o advogado, pelas sucessivas acusações ao Vitória de Setúbal, mas também contra o empresário Paco Moreno.

Confrontado com a eventual possibilidade de o Vitória de Setúbal vir a ser impedido de inscrever jogadores por causa da alegada dívida à empresa espanhola, o presidente do Vitória de Setúbal garantiu que tal não iria acontecer, mas admitiu a existência de “um problema que a actual direcção está a tentar resolver”,

“Outro problema é aquele com que nos estamos a debater, em profundidade, porque entendemos que não temos de pagar, é o problema do IRC de 2003 e 2004. Estamos a tentar resolver esse problema o melhor possível, mas não tem nada a ver uma coisa com a outra (a alegada dívida reclamada por Paco Moreno)”, frisou, sem adiantar mais informações sobre este último caso.

A empresa Asesoriamento Deportivo anunciou no passado mês de Junho que tinha avançado com um pedido de suspensão da eficácia do ato da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) – que permitiu, à condição, a candidatura do Vitória de Setúbal a participante na Liga principal –, junto do Tribunal o Tribunal Administrativo do Porto.

"Pretendemos apenas cobrar a nossa dívida, que é de mais de 500 mil euros. Aqueles que não cumprem e que não pagam não podem competir. É assim em todo o lado. Nunca recebemos nenhum valor", disse, na altura, Paco Moreno, responsável da Asesoriamento Deportivo.

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