“O Marítimo tem contas saudáveis. Apresentou resultados positivos uma vez mais, de cerca de 600 mil euros. É um resultado pior do que o ano anterior, reduz em 72%, mas não deixa de ser um resultado importante”, destacou o presidente da Assembleia Geral (AG) do clube da I Liga de futebol, Miguel Sousa, relembrando o “resultado positivo num ano difícil com a [pandemia de] covid-19”.

O relatório de contas anterior, relativo a 2018/19, apresentou um lucro de 2,09 milhões de euros.

O clube do ‘Almirante Reis’ tem “praticamente 97 milhões de euros de ativo, dos quais 58 milhões de capitais próprios”, segundo o presidente da AG, que ressalvou que “o ativo está coberto em 60% de capitais próprios, o que garante a grande valência que o Marítimo tem”.

Todos os presentes na assembleia foram testados previamente e gratuitamente ao novo coronavírus, num posto de testagem montado no Complexo Desportivo do Clube madeirense, em Santo António.

Dos 62 sócios presentes no Pavilhão do Marítimo, local escolhido para garantir o distanciamento social, as contas foram aprovadas por 53 sócios, cinco votos contra e quatro abstenções.

Durante o evento os sócios presentes contestaram a hora marcada para a realização da Assembleia Geral, que aconteceu às 11:30 de uma sexta-feira.

“Foi levantado o tema da hora da assembleia que é sempre normal, as horas não servem a todos, foi a hora possível. Tivemos o tema do covid-19, temos a necessidade de garantir que as pessoas possam fazer teste antes de virem para a assembleia, foram temas normais”, frisou, enfatizando que é bom ter sócios emotivos e participativos, “porque é isso que faz a vida de um clube.”

O presidente da Assembleia Geral do Marítimo sublinhou que o clube insular “assume as suas responsabilidades enquanto uma grande unidade económica da Madeira, com 100 funcionários e praticamente 3.000 atletas”.

Outro ponto aberto à discussão foram os 36 milhões de euros que o Marítimo entende estarem em dívida pelo Governo Regional, relacionado com apoios às equipas, a obra do Complexo Desportivo em Santo António, entre outros.

Segundo Miguel Sousa, “este é um tema com muitos anos, se calhar até uma década”, mas que o Marítimo não quer deixar de exigir aquilo que acha que tem direito, procurando uma solução no Tribunal arbitral.

“O tribunal arbitral serve para resolver um diferendo quando as partes não chegam a acordo e pede-se, no fundo, ao tribunal que avalie e que decida quem é que tem razão”, observou o líder da Assembleia Geral do Marítimo.

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