O treinador do Paços de Ferreira, Rui Vitória, admitiu hoje que o calculismo do Beira-Mar pode resultar num “jogo não muito agradável de seguir”, no sábado, em partida da oitava jornada da Liga de futebol.

“Vai ser um jogo com características diferentes daquelas que temos encontrado e, se calhar, não muito agradável de seguir. Mesmo sem ganhar desde a terceira jornada, o Beira-Mar é uma equipa com qualidade, que cria problemas a todas as equipas e sabe aproveitar com qualidade os erros dos adversários”, disse Rui Vitória.

O técnico da formação nortenha insistiu na temática e falou mesmo “num jogo de régua e esquadro, quase a bisturi”, mas garantiu que a sua equipa está preparada para dar uma boa resposta.

“Penso que não se vai ver um jogo com grande dinâmica. Vamos ter de jogar com grande segurança e equilíbrio, e a equipa, que tem dado boas respostas, terá de responder face ao que o jogo mostrar”, sublinhou.

Rui Vitória disse também preferir jogar consecutivamente para a Liga, a propósito das duas semanas de paragem na prova, lembrando que “é mau para quem perde e mau para quem ganha”, e garantiu que os jogos de permeio, para a Taça da Liga e Taça de Portugal, permitiram tirar ilações para o futuro.

“Os lugares nas equipas conquistam-se diariamente, e, para um ou outro [jogador], estes jogos podem ter servido como sinal de alerta”, advertiu o técnico, sem referir nomes.

Caetano e Alvarinho recuperam de intervenções cirúrgicas e estão fora do jogo na Mata Real.

O Paços de Ferreira, oitavo classificado com 10 pontos, recebe o Beira-Mar, 12.º com sete, pelas 18:00 de sábado, num encontro arbitrado por Hélder Malheiro, de Lisboa.

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