Ricardo Sá Pinto afirmou esta quinta-feira que não irá suceder a Jorge Jesus no comando técnico do Sporting, salientando que não existem, para já, condições para regressar ao Sporting.

"Cheguei ontem da Bélgica após uma época que correu de forma extraordinária e tendo decidido, por diversas razões, não continuar. O meu futuro? Em princípio não passará por Portugal, quase de certeza", afirmou o técnico à margem de uma visita à escola João de Deus, em Lisboa, para entregar o prémio à equipa vencedora do torneio de futebol feminino

"Como sabem a minha ligação ao Sporting é eterna, para mim treinar o Sporting não é apenas trabalho, é mais do que isso, é uma grande responsabilidade emocional. Tudo o que conseguir no Sporting, seja sucesso ou insucesso, terá um impacto muito grande na minha vida pessoal e profissional. Nesta altura... Estou triste com o que se está a passar, não existe a estabilidade nem condições fundamentais para que volte ao Sporting. Com certeza que voltarei no futuro, mas nesta altura não", assegurou Sá Pinto.

"União e estabilidade, acho que não existe atualmente no Sporting. Tenho amigos, pessoas de quem gosto e considero, pessoas importantes, que estão divididas. O Sporting não é hoje um clube unido. Só todos juntos poderão fazer um Sporting forte. Não estou totalmente documentado sobre o que se passou e quando assim é, não gosto de opinar. Sei de algumas coisas, mas não da totalidade e quando há duas partes gosto de ser prudente. Eu também fui alvo de coisas menos agradáveis que muito se comentou e falou", esclareceu.

Ricardo Sá Pinto abordou ainda a presença de Portugal no Mundial2018, considerando que a seleção nacional deve apresentar-se "sem pressão" e pensando "jogo a jogo".

"O discurso e a forma de estar têm de ser os mesmos do último Europeu. A seleção deve pensar jogo a jogo, passar a fase de grupos e tentar ir o mais longe possível. A equipa tem de continuar unida. Só as grandes equipas podem fazer grandes campeonatos e temos de manter essa linha do Europeu", analisou o antigo futebolista, que somou 45 internacionalizações pela seleção principal e esteve presente nos Europeus de 1996 e 2000.

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