Rui Pereira acredita que os agentes desportivos devem ser castigados para que exista um clima de paz no desporto. O antigo ministro da Administração Interna deu a sua opinião numa conferência relativa à segurança nos eventos desportivos.

"A questão coloca-se em termos de responsabilidade social. Se não houver responsabilização de agentes desportivos não há pacificação no desporto. E a responsabilização, por mais que doa, só se consegue efetivar com sanções. Por exemplo, utilização de engenhos pirotécnicos, jogos à porta fechada. Se os jogos à porta fechada não funcionarem, interdição dos estádios. Se a interdição de estádios não resultar, proibição de participação em certas competições. Eu sei que é duro mas só assim é que haverá pacificação no futebol", referiu o professor, afirmando que as claques têm de ser legalizadas para se poder apurar responsabilidades.

"Em relação às claques, tem de haver uma política que as responsabilize e que as reconheça. Porque não se pode simultaneamente excluir e responsabilizar", referiu.

Na sessão participou também o Presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Pedro Proença, explicando que a segurança nos estádios é uma preocupação premente da Liga dos Clubes.

"A Liga Portugal tem uma comissão de monitorização de violência no futebol. É feito um planeamento e todos os jogos das ligas profissionais são monitorizados, quatro horas antes da partida, durante os 90 minutos e mais 90 minutos depois dos jogos", afirmou.

"No final da jornada desportiva, a direção da liga tem acesso a toda a informação relevante ao nível da violência e segurança nos estádios. Na conjunção dos relatório tentamos repercutir nos regulamentos tudo o que devem ser alterações para aumentar os níveis de segurança nos estádios", revelou o ex-árbitro, que explicitou também ser difícil impedir a entrada de petardos nos recintos desportivos.

"A verdade é que a Liga tem uma regulamentação muito difícil e densa relativamente ao transporte de artefactos para o terreno do jogo. Há várias fases e triagens mas esses artefactos têm uma dimensão tão reduzida que é difícil de controlar", explicou Proença.

Pedro Proença e Rui Pereira falavam na conferência "Segurança em Eventos Desportivos, em particular o futebol: que desafios e que opções?", integrada no Congresso Internacional Segurança e Democracia, que ocorreu na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa.

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