O presidente do SJPF, Joaquim Evangelista, considera que é premente a discussão do fenómeno dos salários em atraso no futebol português e critica o modelo de licenciamento de clubes, que, sublinha, "está ferido de morte".

"Não é possível existirem clubes, como o Varzim ou o Belenenses, que foram licenciados, que demonstraram ter a situação da época passada regularizada e garantiram que tinham orçamento e capacidade para pagarem os ordenados aos jogadores, mas que, poucos meses depois, revelam incumprimento salarial", refere.

Joaquim Evangelista observa que "existe uma verdade formal e outra material", salientando que "é importante discutir sobre as habilidades que se utilizam num modelo que não serve".

A propósito da reunião do Comité Executivo da UEFA no Funchal, o dirigente manifesta estranheza pelo facto de se estar a discutir na Madeira as condições socio-económicas dos clubes e as suas formas de sustentabilidade e "a nível interno não haver capacidade para resolver o problema do incumprimento".

"Como membro do Comité Executivo da UEFA, Gilberto Madaíl está a discutir na reunião da UEFA questões que não deixam de ser importantes, mas a existência de salários em atraso no futebol português também é importante e é uma situação que importa reverter", declarou.

Joaquim Evangelista confirmou a entrega hoje no Ministério do Trabalho do pré-aviso de greve do plantel do Varzim para o encontro da 14.ª jornada da Liga de Honra, a 19 de Dezembro, com o Portimonense.

Também foram hoje remetidas por correio as cartas de pré-aviso de greve destinadas à Liga Portuguesa de Futebol Profissional e ao Varzim, que ameaça não comparecer ao jogo com o Portimonense caso não sejam liquidados até 18 de Dezembro um mês e meio de salários em atraso.

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