O presidente do Feirense, Rodrigo Nunes, disse esta segunda-feira que «só se houver habilidades» é que todos os clubes se inscreverão na Liga principal de futebol sem salários em atraso.

Despromovido pela classificação na Liga (17.º), o Feirense tem reclamado justiça para se manter na principal divisão, através de inúmeras intervenções do seu presidente, que alega que o clube de Santa Maria da Feira «cumpre com os seus deveres, ao contrário de outros que não desceram».

«Estamos na época dos milagres de maio: desde os de Fátima aos dos salários que aparecem pagos, embora há poucos dias se falasse em quatro, cinco e seis meses de incumprimento», afirmou Rodrigo Nunes, à saída da Assembleia-Geral da Liga, que hoje decorreu no Porto.

Para o presidente do Feirense, a situação é clara: «Se, daqui a um mês, todos os 32 clubes se puderem inscrever nas provas profissionais, não terei dúvidas de que houve habilidades».

Rodrigo Nunes sublinha que «a Liga não tem condições para fiscalizar essas habilidades», mas compromete-se a fazê-lo.

«Seremos os fiscalizadores, pois os nossos advogados irão reunir matéria sobre os incumprimentos», garantiu.

«O Feirense terá que lutar pelos seus direitos», afirmou o dirigente, para quem, «pelo que se viu na reunião de hoje, não se passa nada sobre esse assunto».

Rodrigo Nunes quer ver denunciados e punidos os clubes incumpridores, não só em matéria de salários em atraso, como também no que diz respeito aos compromissos com o Estado: «Se se cumprissem os regulamentos, o Feirense ficaria na Liga principal».

Visivelmente descontente com a reunião, deu a entender não estar nos seus propósitos «alinhar com o que se está a passar».

«Estamos fartos de ser solidários e, a partir de amanhã, seremos os fiscalizadores da Liga», concluiu.

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