Os sócios do Vitória de Setúbal aprovaram, na quinta-feira, os relatórios e contas de 2015, 2016 e 2017, período em que esteve em funções a direção de Fernando Oliveira, antecessor de Vítor Hugo Valente na presidência do clube.

O exercício de 2015, que contabilizou 81 votos a favor, 25 contra e 60 abstenções, só passou à quarta tentativa, uma vez que os associados tinham nas três ocasiões anteriores rejeitado as contas, que tinham aumentado o passivo do clube em 252 mil euros, para um total de 16,54 milhões de euros.

No pavilhão Antoine Velge, o passivo de 2016, que recebeu 75 votos favoráveis, 19 contra e 74 abstenções, aumentou para 16,81 milhões de euros, enquanto o de 2017 se fixou nos 16,90 milhões de euros e foi aprovado com menos de 50 por cento dos votos (69 a favor, 22 contra e 75 abstenções).

O facto de a maioria dos associados do clube setubalense se ter abstido vai ao encontro do parecer desfavorável do Conselho Fiscal e Disciplinar (CFD), que justificou a decisão em documento anexo ao relatório e contas a que a agência Lusa teve acesso.

"Em relação às contas de 2017, não foi possível atestar que todos os movimentos efetuados estão conforme os dispositivos legais, e conforme os estatutos, dado que os movimentos analisados estão com grande diferença temporal", explica o parecer do CFD.

Após o final da Assembleia-Geral, que chegou a ter alguns momentos de tensão entre os cerca de 170 adeptos presentes, o presidente da direção, Vítor Hugo Valente, disse estar satisfeito com a aprovação das contas.

"Ainda que o presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar tenha emitido um parecer no sentido de as contas de 2017 serem rejeitadas, os sócios entenderam aprová-las, trazendo por isso uma situação de regularidade. Deste modo, podemos apresentar no mês que vem o próximo orçamento", avançou.

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