O Sporting de Braga poderá ter nascido em 1914 e não em 1921 como oficialmente o clube minhoto comemora, defendem os autores do livro “A História da ‘Bola’ em Braga”, hoje apresentado.

A ‘descoberta’ vem estampada em duas notícias do jornal “Ecos do Minho” de Outubro de 1914 e surgiu já na fase da pós-produção do livro.

Os autores explicam que, “depois de aprofundada investigação, não foi possível encontrar notícias subsequentes pelo facto de toda a actividade desportiva ter definhado rapidamente em virtude do início da I Guerra Mundial”.

Contudo, para Evandro Lopes, a ‘alma’ do livro, como o definiu o seu outro autor, João Nogueira Dias, “o Sporting de Braga nasceu mesmo em 1914 e depois, devido à I Guerra Mundial, desapareceu e só depois desta ter terminado é que ressurgiu”.

Segundo o autor, poucos clubes terão certidão de nascimento tão explícita como a que o referido jornal apresenta e se pode ver no livro: “Sporting Club de Braga - Foram nomeados para este novo Club os seguintes corpos gerentes”, enunciando depois os nomes constituintes da direcção, da Assembleia-Geral, do Conselho Fiscal e um “Capitão Geral”.

“Por muito menos, outros clubes passaram a festejar o centenário, pelo que ficam aqui os dados lançados para que, se o Braga quiser, festejar o centenário já em 2014”, afirmou Nogueira Dias.

Se já antes se discutia a real data de fundação do clube por existirem documentos que mostram ter sido em 1919, nomeadamente revistas comemorativas editadas pelo próprio Sporting de Braga, com esta descoberta, os autores pretendem “implantar a discussão” e “alertar o clube para a necessidade de uma investigação sobre o assunto”.

A publicação debruça-se essencialmente sobre o principal clube da cidade, mas não se esgota aí, lembrando também o percurso de outros clubes da cidade contemporâneos do Sporting de Braga, designadamente os populares Soarense e Maximinense.

Também abordada foi a questão da origem do equipamento e da sua cor, tendo os autores frisado não terem encontrado qualquer documento que corrobore a tese de que terá sido José Szabo, que foi treinador dos “arsenalistas” na década de 30 do século passado, o grande responsável pela adopção da camisola semelhante à do Arsenal, de Londres, mas sim um antigo dirigente, Antunes Guimarães.

O livro conta com prefácio do comentador Luís Freitas Lobo, assumido adepto bracarense e neto de um dos fundadores do clube, Celestino Lobo, “o mais importante nome do futebol bracarense do século XX”, afirmam os autores.

O subtítulo – “1908-1947: como o jovem Sporting se tornou no respeitável Senhor Braga” – deixa antever mais um ou dois volumes, mas Evandro Lopes avisa: “se isso acontecer, termina em 1998, porque o Braga, tal como o conheci, acabou aí. Nesse ano criou-se a SAD e eu deixei de ser sócio, mas não adepto - é o meu clube e não quero que perca com ninguém”, frisou.

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