O treinador do Boavista atribuiu hoje grau máximo de dificuldade à visita ao Santa Clara, no sábado, a contar para a quarta jornada da I Liga portuguesa de futebol.

"Em termos de escala gradativa de dificuldade, de zero a dez, todas as equipas estão no dez", salientou Jorge Simão, na antevisão desse jogo, o segundo consecutivo que os ‘axadrezados’ disputarão fora, depois do empate (1-1) com o Feirense.

O Santa Clara e o Feirense têm em comum "a combatividade e a capacidade aguerrida para poder disputar lances", mas o conjunto açoriano tem "uma dinâmica de jogo diferente e jogadores de características muito diferentes".

"Já não vou àquele estádio há alguns anos e a relva condiciona muito o jogo, assim como o próprio público. No jogo com o Sporting de Braga (3-3) senti o empolgamento que vem de fora. Senti que quando eles fizeram o primeiro golo e o segundo havia uma onda galvanizadora para os jogadores. Mentalmente, temos de estar preparados", vincou.

Jorge Simão afirmou ainda que as apostas, que diz consultar sempre na véspera dos jogos da sua equipa, indicam, desta vez, que o "favoritismo é do Santa Clara, sem dúvida".

"A vitória do Boavista rende mais dinheiro do que a vitória do Santa Clara", reforçou, acrescentando, porém, que o Boavista reúne "condições para ir lá ganhar".

Na sequência da derrota caseira diante do Benfica (2-0), o treinador boavisteiro declarou-se surpreso com as 21 faltas que os ‘encarnados’ fizeram, contra 12 da sua equipa, mas com o Feirense foi o Boavista quem fez mais faltas (25 contra 15).

"Falei sobre as faltas após o jogo com o Benfica não pelo seu número, mas pela sua qualidade, pelo momento em que foram feitas e pela zona onde aconteceram, porque isso faz toda a diferença. O Benfica fez muitas faltas que nos impediram de atacar, foi isso que diz dizer ", argumentou.

Para Jorge Simão, "não é normal o Benfica fazer quase o dobro das faltas do adversário".

No Feirense, em sua opinião, o Boavista exagerou tanto no número como na qualidade das faltas cometidas. "Houve muitos momentos em que não deveríamos ter efetuado faltas e fizemo-las, o que também tem a ver com a tomada de decisão do árbitro".

O treinador disse que "os jogadores sentem a forma como o jogo está a ser conduzido pela equipa de arbitragem e sentem que se sofrerem um toquezinho e caírem o árbitro marca, pelo que esse comportamento passa a ser repetido durante o jogo".

Em contrapartida, sustentou, "se sentem que o critério está a ser mais largo, e é o que defendo, percebem que com um toquezinho não podem cair, porque o árbitro não vai marcar falta".

Jorge Simão disse esperar que, frente ao Santa Clara, o Boavista repita o "comportamento exibido" diante do Feirense depois da sua expulsão e da do médio e capitão, Idris.

O ‘mercado’ fecha hoje e Jorge Simão afirmou que a sua expetativa é "que não aconteça nada até à meia-noite.

Depois desta jornada, o campeonato para duas semanas.

"Nem consigo pensar nisso. Para mim, segue-se o jogo de amanhã [sábado]", comentou.

Obiora, Gabriel Nunes, Yusupha e Matheus Índio continuam indisponíveis, por lesão, e Idris também é baixa certa para este jogo, mas por castigo.

O Santa Clara, 15.º classificado, com dois pontos, recebe o Boavista, nono com quatro, no sábado, a partir das 18:00, numa partida da quarta jornada da I Liga portuguesa de futebol.

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