Ricardo Sá Pinto e Carlos Carvalhal regressaram à I Liga portuguesa, para comandarem Sporting de Braga e Rio Ave, respetivamente, para uma temporada em que os 'três grandes' mantiveram os treinadores.

O antigo treinador do Sporting e Belenenses, que depois de deixar os ‘azuis’ andou pela Arábia Saudita, Grécia, Bélgica e Polónia, regressa a Portugal para substituir Abel Ferreira, treinador que rumou ao PAOK, campeão grego, já numa altura em que se iniciara a pré-época na Pedreira.

Sá Pinto assumiu que foi seduzido pela grandeza do desafio que lhe foi lançado por António Salvador, reconheceu que terá de moderar o seu temperamento e que aprendeu muito com as épocas em que esteve emigrado, mas terá certamente em Braga uma missão desafiante numa equipa que quer mais do que o quarto lugar das últimas épocas e intrometer-se na luta dos três ‘grandes’.

Outro regresso de um ‘emigrante’ acontece em Vila do Conde, com Carlos Carvalhal a tomar as rédeas do Rio Ave. A equipa ‘verde e branca’ quer chegar-se aos lugares europeus e aposta no técnico português para procurar rentabilizar a passagem nos Emirados Árabes Unidos, Turquia e Inglaterra, mais recentemente, depois de em Portugal já ter orientado o Sporting, Marítimo, Belenenses, Vitória de Setúbal, Beira-Mar, Sporting de Braga e Leixões.

Não sendo inédito, outra das notas de destaque para esta época é a continuidade dos treinadores de Benfica, Sporting e FC Porto. Se no Benfica e Sporting, Bruno Lage e Marcel Keizer iniciam pela primeira vez uma época, depois de terem entrado a meio da última, no FC Porto Sérgio Conceição vai para a terceira temporada no comando dos ‘dragões’, num exemplo de longevidade que este ano, na I Liga, só é igualado por Silas, no Belenenses.

Pelos resultados no ano passado, em que apenas ganhou a Supertaça Cândido de Oliveira, o técnico portista é porventura o que parte mais pressionado para a nova época, com Marcel Keizer logo atrás, pois apesar da conquista da Taça da Liga e da Taça de Portugal sofreu um forte revés de confiança com a goleada infligida pelo Benfica no primeiro jogo oficial da época. Pelo triunfo robusto por 5-0 na Supertaça Cândido de Oiveira, e sobretudo por ter resgatado o título de campeão nacional a época passada, Bruno Lage parte para a primeira jornada com segurança absoluta no banco das ‘águias’.

Nas últimas épocas, a lista de treinadores que encabeçam os emblemas de I Liga tem sido composta em exclusivo por treinadores nacionais, mas este ano regressam os estrangeiros aos bancos da I Liga: além de Keizer, no Sporting, Natxo González foi o escolhido para substituir Pepa no comando do Tondela.

O espanhol de 53 anos, que leva já uma carreira de dez anos, estreia-se nos bancos fora de Espanha, onde nos últimos anos orientou Alavés, Réus, Saragoça e Deportivo da Corunha.

Dos 18 treinadores que vão iniciar o campeonato, apenas nove treinadores transitam da época passada com as mesmas equipas, e desses nove apenas quatro fizeram a época inteira: Sérgio Conceição (FC Porto), Silas (Belenenses SAD), João Henriques (Santa Clara) e Folha (Portimonense).

Nos restantes emblemas da I Liga, Vítor Oliveira, o campeão das subidas, aceitou este ano o desafio de começar no escalão maior do futebol nacional para orientar o regressado Gil Vicente. O treinador, que já orientou o emblema de Barcelos por duas ocasiões e tem passado grande parte da sua carreira na II Liga é, ainda assim, um dos treinadores com mais épocas na I Liga. A par de Augusto Inácio, que vai prosseguir no Desportivo das Aves o trabalho iniciado a meio da última temporada, o experiente técnico vai somar a sua 16.ª época no escalão principal.

Um dos treinadores que melhor desempenho conseguiu na última época foi Ivo Vieira, ao serviço do Moreirense, que este ano continua no Minho, mas com a camisola do Vitória de Guimarães.

Nuno Manta, despedido do Feirense na última época, tem nova oportunidade na I Liga ao serviço do Marítimo, e Filó e João Pedro Sousa vão estrear-se neste patamar com as cores de Paços de Ferreira e Famalicão.

Se de Moreira de Cónegos saiu Ivo Vieira, a equipa minhota buscou solução em Vítor Campelos, que fará companhia a Lito Vidigal, João Henriques, Folha e Sandro Mendes, que transitam da última época ao serviço de Boavista, Santa Clara, Portimonense e Vitória de Setúbal, respetivamente.

À partida para mais 34 jornadas de uma prova que apenas termina em maio, dos 18 treinadores em competição apenas três podem repetir a proeza de ser campeão nacional: Bruno Lage, campeão no ano passado, e Sérgio Conceição, que levou o FC Porto ao título de campeão na época 2017/2018, e Inácio, campeão pelo Sporting em 1999/2000.

Lista de treinadores da I Liga:

Benfica – Bruno Lage

FC Porto – Sérgio Conceição

Sporting – Marcel Keizer

Sporting de Braga – Ricardo Sá Pinto

Vitória de Guimarães – Ivo Vieira

Moreirense – Vítor Campelos

Rio Ave – Carlos Carvalhal

Boavista – Lito Vidigal

Belenenses - Silas

Santa Clara – João Henriques

Marítimo – Nuno Manta Santos

Portimonense – António Folha

Vitória de Setúbal – Sandro Mendes

Desportivo das Aves – Augusto Inácio

Tondela – Natxo González

Paços de Ferreira – Filó

Famalicão – João Pedro Sousa

Gil Vicente – Vítor Oliveira

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