Na temporada 2016/2017 registaram-se mais de dois mil casos de violência no desporto. Os números constam de um relatório da Polícia de Segurança Pública, a que a TVI24 teve acesso. O mesmo foi apresentado em abril deste ano Parlamento, mas o Governo nada fez.

De acordo com a reportagem da TVI24, os adeptos de Benfica, FC Porto e Sporting são os responsáveis pela maioria dos casos. Dos 2185 casos de violência no desporto registados pela PSP, mais de 95 por cento dizem respeito ao futebol. Dos casos identificados, 80 por cento dizem respeito ao uso de material pirotécnico (um crime não valorizado pelos dirigentes do futebol) e 20 por cento são agressões a árbitros, adeptos e agentes da polícia. Mais de 35 por cento das agressões ocorreram em jogos envolvendo os 'três grandes' do futebol português.

Os adeptos do Benfica são responsáveis por 37,2 por cento dos casos de violência no futebol, os do FC Porto respondem por 27,8 por cento e os do Sporting por 18,8 por cento. Sporting de Braga e Vitória de Guimarães seguem depois na lista.

A TVI24 adianta que dos dois mil suspeitos identificados pela PSP, apenas 19 foram interditados de entrar em recintos desportivos.

No relatório apresentado no Parlamento, a PSP deixava recomendações ao Governo, mas também aos clubes, mas nada foi feito para evitar, por exemplo, o que aconteceu em Alcochete onde 50 adeptos leoninos entraram no recinto e agrediram jogadores e técnicos da equipa principal do Sporting

Sempre que há um jogo considerado de alto risco, são os contribuintes quem têm de arcar com a maioria dos gastos. No jogo entre o SC Braga e o Sporting, por exemplo, para a Primeira Liga, foram designados 88 elementos da Unidade Especial da Polícia, que fizeram 875 horas de trabalho, num custo total de 12305 euros, de acordo com dados do relatório, avançados pela TVI24. Diz a estação na mesma reportagem que não foram contabilizados os custos com a Equipa de Intervenção e o pessoal do Trânsito de Braga que estavam de serviço nesse dia para reforçar o policiamento na cidade. Ao todo foram deslocados 172 elementos, com um custo de 15345 euros. O promotor do evento, neste caso o SC Braga, pagou menos de 55 por cento dos custos com o pessoal policial.

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