A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anunciou hoje o projeto “Cada Clube, Uma Família”, no qual pretende que os clubes apoiem “propostas de acolhimento e emprego para famílias ucranianas” no país, na sequência da investida militar russa.

Em comunicado, a federação dá conta da nova iniciativa, que terá como embaixadores do projeto o treinador Paulo Fonseca e a mulher, Katerina Fonseca, de nacionalidade ucraniana, ambos regressados esta semana ao país após serem repatriados de Kiev.

O que se pretende é que os clubes de todo o país possam proporcionar postos de trabalho aos adultos de cada família, com a FPF a financiar a prática desportiva dos filhos ou menores de cada agregado familiar.

“O objetivo é transformar os clubes numa plataforma de apoio que facilite a integração na sociedade portuguesa e proporcione esperança a uma população em situação de emergência, após fuga à guerra na Ucrânia”, pode ler-se no comunicado federativo.

Segundo o presidente da FPF, os emblemas nacionais vão “acolher com agrado uma família ucraniana”, num esforço que irá ainda “estimular a comunidade local nas ajudas a prestar para que a integração seja plena”.

“Os clubes portugueses, como representação da família que todos se orgulham de ser, darão o exemplo de esperança e solidariedade que o povo ucraniano necessita, para minorar a sua dor e o sofrimento, e mitigar os efeitos de uma guerra atroz”, explicou Fernando Gomes, citado em comunicado.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar com três frentes na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamentos em várias cidades. As autoridades de Kiev contabilizaram, até ao momento, mais de 2.000 civis mortos, incluindo crianças, e, segundo a ONU, os ataques já provocaram mais de um milhão de refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia, entre outros países.

O Presidente russo, Vladimir Putin, justificou a “operação militar especial” na Ucrânia com a necessidade de desmilitarizar o país vizinho, afirmando ser a única maneira de a Rússia se defender e garantindo que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional, e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas para isolar ainda mais Moscovo.

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