O Benfica comemorou em 2010 o título português de futebol pela segunda vez no século XXI, a acumular resultados e exibições de sonho e cativando uma multidão de fãs, que acompanhou a equipa até à apoteótica festa de 9 de Maio.

Após a festa de campeão, com a unanimidade que faltou em 2005 ao conjunto de Giovanni Trapattoni, o “balão” de confiança benfiquista perdeu, porém, ar desde Agosto, à medida que os maus resultados e exibições foram retirando brilho à aura do treinador Jorge Jesus, antevendo-se que 2011 volte a ser um “Ano do Dragão”.

O domínio “encarnado”, personalizado no melhor marcador do campeonato, o paraguaio Cardozo (26 golos), 19 anos depois de Rui Águas, e no carismático Jesus, esfumou-se na primeira volta da nova Liga.

O rival portuense, liderado pelo jovem técnico André Villas-Boas, voltou à ribalta, após Jesualdo Ferreira e a estrutura portista terem subestimado o “acordar do gigante” em 2009/10, numa quarta e desgastante época daquele treinador, falhando um segundo “penta”.

Há um ano, a equipa levou 750 499 espectadores ao “Inferno da Luz” em 15 jogos da Liga (50 033 de média). Mas o pior arranque de sempre do Benfica – quatro derrotas nos primeiros cinco jogos oficiais, com perda da Supertaça para os “dragões” - retirou esta época 12 000 adeptos por jogo às bancadas (306 208 em oito jogos, com a média de 38 276).

Em 2009/10, o Benfica passou o “Ano Novo” com 17 vitórias, três empates e quatro derrotas em 24 jogos de todas as provas, goleando em oito (triunfos por dois ou mais golos, com quatro ou mais marcados).

Em 23 jogos disputados esta época, as “águias” têm nove derrotas e 14 vitórias, tendo sido goleadas (5-0) num traumático palco - o Estádio do Dragão – e relegadas da Liga dos Campeões para a Liga Europa, com quatro derrotas.

O FC Porto, após o terceiro lugar do campeonato pela primeira vez em oito anos e a ausência da “Champions” sete anos depois, leva 26 jogos oficiais sem perder em 2010/11 - só três empates e cinco goleadas.

Os novos métodos do antigo colaborador de Mourinho e um investimento de 33 milhões de euros em jogadores em 2010 ajudaram a combater a depressiva época passada, mesmo com outra Taça de Portugal na vitrina.

Villas-Boas dispõe dos também internacionais Moutinho e Otamendi para substituir os transacionados Raul Meireles e Bruno Alves e construiu uma equipa muito coesa.

Cerca de um ano depois da derrota com o Benfica em Lisboa e da marcante passagem pelo túnel da Luz, o brasileiro Hulk domina a lista de melhores marcadores da Liga (13 golos), seguido de perto pelo colega colombiano Falcao (sete).

O Benfica gastou mais (41 milhões), mas teve de esperar pela adaptação do guarda-redes espanhol Roberto e dos argentinos Salvio e Gaitán, após saídas dos titulares Quim, Ramires e Di Maria.

Às fracas “notas artísticas” juntam-se a fragilidade defensiva “encarnada”, com 14 golos em 14 jogos da Liga, face aos 20 “encaixados” nas 30 rondas de 2009/10, e a atitude mais passiva de Jesus no banco, até Dezembro.

O Benfica parece estar a reagir à “crise”, mas o FC Porto vai combatendo as facilidades potencialmente inebriantes com constantes chamadas de atenção de Villas-Boas para não se “adormecer na parada”.

Os “dragões” têm oito pontos de vantagem na Liga e enfrentam o Pinhalnovense nos quartos-de-final da Taça de Portugal, batendo-se com o FC Sevilha nos 16 avos-de-final da Liga Europa, enquanto o Benfica ainda vai disputar a quinta ronda da “festa do futebol” (Olhanense) e defrontar o Estugarda na mesma fase da prova continental.

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