O ex-guarda-redes Vítor Baía defendeu esta segunda-feira o uso de tecnologias para auxiliar os árbitros durante as partidas, afirmando que a sensação de vencer, «quando se sabe que a bola não entrou, não é satisfatória».

Protagonista de um lance polémico em 2004/2005 com o benfiquista Petit, em que a bola terá entrado na sua baliza, mas o lance não foi validado pela equipa de arbitragem, Vítor Baía surge nesta ação a defender a utilização da tecnologia de golo.

«Nunca ficamos satisfeitos por ver que ganhamos quando o árbitro errou, ou quando a bola não entrou. Como jogador, acho que é de grande importância, porque a sensação, quando somos prejudicamos, particularmente em grandes competições, é tremenda», afirmou Baía, após a sua intervenção no evento Soccerex, no Rio de Janeiro.

Vítor Baía participou da mesa "Será que a tecnologia da linha do golo irá melhorar o futebol?", ao lado do chefe de gabinete da secretaria-geral da FIFA, Christoph Schmidt, do representante geral da Federação Inglesa Alex Horne e de representantes das empresas que estão a desenvolver as tecnologias para o jogo.

Durante os debates, Baía defendeu a adoção, inicialmente, do sistema de monitorização da linha do golo e, mais adiante, o uso dessas ferramentas também para outras situações, como na identificação do uso da mão durante um lance.

«Acho que é de grande importância começar com a linha do golo, mas, depois, com a evolução do tema, acredito que a tecnologia pode ser também um auxiliar importante para o árbitro em outras situações», opinou.

A previsão, de acordo com os participantes, é de que o sistema de monitorização da linha do golo possa ser usado já no Mundial de 2014, a disputar no Brasil.

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