O presidente do Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) afirmou hoje que sai com a sensação de dever cumprido, de grande tranquilidade e convicto do lançamento das fundações para a arbitragem do século XXI.

Vítor Pereira já anunciou que não se vai recandidatar a um novo mandato e aproveitou o 10.º Fórum da Arbitragem, que decorreu hoje no Peso da Régua, no distrito de Vila Real, para fazer um balanço dos últimos quatro anos. “A sensação que tenho neste momento é de dever cumprido, é de grande tranquilidade, estou convicto que lançamos as fundações e pilares para a arbitragem do século XXI, renovando-a, reformulando-a, dando-lhe novos instrumentos e modernizando-a”, afirmou aos jornalistas.

O responsável salientou ainda que, neste período, cumpriu “muitos sonhos”, mas “talvez menos do que desejaria”, e destacou que ficou por cumprir a Casa do Árbitro.

Confrontado pelas críticas a tem sido sujeito por parte de dirigentes desportivos e até dos próprios árbitros, Vítor Pereira lembrou que foi árbitro 23 anos e também aí “as críticas existiam”. “Quando temos um rumo e sabemos para onde ir, não são ventos adversos que nos fazem esquecer o objetivo, e desse ponto de vista, a nossa tranquilidade foi sempre grande nesse percurso”, sublinhou.

Vítor Pereira escusou-se a comentar as críticas do Sporting à nomeação do árbitro João Capela para o jogo da 29.ª jornada da I Liga para o jogo entre Académica e Benfica.

Em relação ao nome apontado para a sua sucessão, caso do presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), José Fontelas Gomes, Vítor Pereira referiu apenas que o assunto foi falado no âmbito da equipa da FPF a que o presidente do CA pertence.

Já o presidente da FPF, Fernando Gomes, aproveitou, no seu discurso, para fazer uma homenagem a Vítor Pereira e ao trabalho feito à frente do CA, considerando que deixa uma “marca indelével” na promoção da arbitragem portuguesa.

Fernando Gomes disse ainda que o futuro se adivinha “cheio de desafios aliciantes mas difíceis” para o futebol e sua arbitragem e reafirmou, se for reeleito, o seu compromisso na defesa da total transparência da arbitragem portuguesa, na formação e qualificação dos árbitros portugueses.

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