A SAD do Académico de Viseu, em comunicado, rejeitou hoje que tenha omitido "qualquer informação relevante", "mentido" ou "prestado quaisquer declarações falsas" à Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

Numa nota de nove pontos, depois de reconhecer a existência do processo disciplinar, os responsáveis pela SAD do clube beirão reafirmam "inocência" e apontam o dedo à divulgação do acórdão que, consideram, deveria manter-se "reservado e privado", considerando a mesma de "divulgação ilicita, com o intuito torpe de condicionar os decisores a proferir uma decisão contra a SAD, condenando-a, sem apelo nem agravo, no `tribunal da opinião pública´", pode ler-se.

Quanto ao caso em si, a SAD do Académico de Viseu afirma que o processo "foi despoletado com base numa denúncia anónima" e por isso deveria merecer "grandes reservas", com os dirigentes do clube a considerarem que o mesmo deveria ter sido arquivado, pois consideram não haver matéria objetiva que possa levar à penalização do clube.

Sobre a acusação de no momento da candidatura às competições profissionais, ter omitido à LPFP de forma deliberada o atraso no pagamento de um salário a três jogadores do seu plantel, diz a SAD do Académico de Viseu que, em causa, está uma quantia na ordem dos cinco mil euros, reafirmando que "a Académico de Viseu SAD não omitiu qualquer informação relevante, nem mentiu ou sequer prestou quaisquer declarações falsas à LPFP, seja para efeitos de participação nas competições profissionais, seja para qualquer outro efeito e, muito menos, o fez deliberadamente, pois é isso que está em causa, a mentira dolosa", pode ler-se.

O comunicado finaliza com a referência aos "princípios que regem a conduta da Académico de Viseu SAD", que dizem ser "incompatíveis com a acusação que lhe é dirigida" e venha o clube a ser afastado das competições profissionais "com base numa denúncia anónima e imputações que nem correspondem à verdade".

A Comissão de Instrutores da Liga instaurou um processo ao clube viseense em 28 dezembro de 2018, por "eventual prestação de falsas informações à Liga", nomeadamente sobre o cumprimento dos pressupostos de natureza financeira para a época 2018/19, que viria a terminar no 11.º lugar.

De acordo com o relatório final da CI, datado de 07 de junho, em causa está a declaração de não dívida apresentada na candidatura ao licenciamento para 2018/19, devido a alegados atrasos no pagamento a três futebolistas, dois dos quais dizem ter acordado verbalmente esta situação e um outro que assegura ter recebido em numerário. No relatório, é proposta a penalização do Académico de Viseu, que prevê o afastamento das competições profissionais por um período de dois a seis anos.

Sobre este caso, o Arouca, 16.º classificado da última edição da II Liga, está atento ao processo, na expectativa de que possa ser integrado no escalão secundário já em 2019/20, tendo sido anexado ao processo, como confirmou hoje à agência Lusa fonte do clube.

O Académico de Viseu está entre os clubes licenciados pela Liga para a temporada 2019/20, anunciou o organismo em 21 de junho último.

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