O selecionador nacional de Cabo-Verde, Lúcio Antunes, revelou numa entrevista ao jornal i que se encontra atualmente a trabalhar sem contrato com a Federação de futebol cabo-verdiana por amor ao país que o viu nascer.

Numa longa entrevista ao referido jornal, Lúcio Antunes falou do seu percurso profissional enquanto controlador de tráfego aéreo, e das sensações que teve por ter levado a seleção de Cabo Verde ao melhor lugar de sempre no ranking da FIFA como treinador de futebol.

«Um dos objectivos do projeto era colocar Cabo Verde entre as 50 melhores do mundo. Chegámos ao 36º e com a vitória na Tunísia a equipa chegava ao 30º, portanto são mais de 70 lugares em três anos. Em África éramos a 26ª, agora estamos em 6º e podíamos ter ficado em 3º, atrás só da Costa do Marfim e do Gana. É um motivo de orgulho para todos», disse Lúcio Antunes sobre a subida de Cabo Verde do 108.º lugar para o 44.º lugar no ranking FIFA.

Questionado sobre o afastamento de Cabo Verde da qualificação para o Mundial 2014 pela FIFA, devido à utilização irregular de um jogador, o técnico de 47 anos não se quis alongar em comentários, mas partilhou da tristeza de todo um país.

«O processo está em curso e ainda temos esperanças portanto não gostaria de adiantar muito sobre isso. A tristeza é grande, foi doloroso para todos nós, federação, equipa técnica, jogadores e, claro, toda a nação. Mas ainda há um recurso, temos de aguardar o que o futuro nos reserva», afirmou Lúcio Antunes.

Sobre o seu futuro como treinador, Lúcio Antunes revelou que regressou à profissão de controlador de tráfego aéreo e que continua a trabalhar com a seleção de Cabo-Verde sem contrato.

«Não gosto de projetar o meu futuro por outras coisas que não sejam o controlo de tráfego aéreo. Essa é a minha profissão, o futebol é um hóbi. Tive de ser profissional durante 30 meses mas regressei ao controlo, o meu contrato com a federação terminou. Sinceramente não tenho vontade de treinar na Europa, mas se fosse controlar ia de certeza», começou por dizer, para depois confirmar que continua a trabalhar desde que o seu contrato terminou.

«Sim, em Março. Desde então estou a trabalhar sem contrato, sem salário, sem nada. É amor a Cabo Verde, pura e simplesmente. A motivação foi essa, e se não continuar estarei contente porque dei o meu contributo para o engrandecimento deste país», revelou Lúcio Antunes.

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