Portugal entrou com o 'pé direito' na nova Liga das Nações ao bater a Itália por 1-0 no Estádio da Luz, em jogo de estreia dos lusos na nova competição da UEFA. Sem Ronaldo, bastou um golo de André Silva, o 'mal amado' dos italianos, ele que foi emprestado pelo AC Milan ao Sevilha neste mercado de inverno, a decidir um encontro onde Portugal foi muito superior perante uma Itália em processo de renovação. O próximo jogo de Portugal é a 11 de outubro, fora de casa, frente a Polónia, onde vai tentar vencer para ficar em excelentes condições de seguir em frente. E já com Ronaldo, esperemos.

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No primeiro jogo oficial após a participação no Mundial2018, Fernando Santos voltou a mostrar o seu lado mais conservador, apresentando a mesma equipa que tinha empatado a uma bola com a vice-campeã mundial Croácia, no Algarve, em amigável. Sem Ronaldo, dispensado por Fernando Santos, a Luz voltou a ser a 'casa' da Seleção, mas longe da enchente que se esperava. Esta Liga das Nações parece não empolgar muito os adeptos lusos, principalmente depois da fraca prestação no Mundial2018, onde se esperava que Portugal fosse mais longe que os oitavos-de-final. Apesar disso, 52635 marcaram presença no apoio incondicional aos campeões da Europa.

A Itália que se apresentou na Luz também já não é o 'bicho papão' de outros tempos. Após falhar a presença na fase final do Mundial2016, a Federação elegeu o técnico Roberto Mancini para dar uma nova vida uma 'squadra' envelhecida. Mancini trouxe sangue novo, promoveu muitas mudanças, deixando os consagrados Chiellini e Bonucci no banco, lançando Cristante para o meio-campo (aquele que não servia para o Benfica mas é estrela na AS Roma, depois de dar na vistas na Atalanta).

Se é verdade que o último confronto entre estas duas seleções tinha sorrido a Portugal, num amigável decidido com um golo de Éder (o homem está destinado a grandes feitos), também não é menos verdade que a Itália tem sido a 'besta negra' de Portugal, a par da França. É que nos dez últimos jogos, apenas essa vitória, com golo de Éder, a 16 de junho em Genebra.

A não presença do Melhor Jogador do Mundo obriga Portugal a jogar diferente: a envolver mais os jogadores, a ter paciência na construção, a não solicitar em demasia o agora jogador da Juventus. E sem CR7, é Bernardo Silva o jogador mais procurado, aquele com melhor capacidade de desequilibrar no passe e na leitura de jogo.

Num primeiro tempo dividido, Portugal foi quem teve as melhores oportunidades. Com um futebol apoiado, feito de muita mobilidade de Bruma a derivar da esquerda para o meio, de Bernardo a fazer o mesmo no lado contrário, deixando os corredores para João Cancelo e Mário Rui. No meio era Pizzi quem mais aparecia em zona de finalização, ficando Rúben Neves a construir mais atrás (menos exuberante) e William a equilibrar as operações a meio-campo onde a Itália tinha Jorginho, Cristante e Bonaventura.

Aos 27 minutos Bonaventura fez de Donnarumma e cortou em cima da linha de golo um remate de Bernardo após muita insistência lusa. Aos 32 é Cristante uem fica perto de marcar no Estádio da Luz mas na baliza errada, após centro/remate de Mário Rui. A barra foi amiga do ex-Benfica. O melhor períido de Portugal no primeiro tempo teve ainda um pedido de penálti de Pizzi num lance onde foi impedido de chegar a bola aos 34 e aos 35 é William Carvalho quem vê um remate de pé esquerdo sair a razar o poste esquerdo de Donnarumma.

A Itália, que tinha ameaçado em dois remates de Zaza e outro de Chiesa no primeiro tempo, vai ver Portugal tomar conta do marcador logo aos 48 minutos, em lance de contra-ataque. Bruma deixou em André Silva na área, a bola parecia perdida mas o agora avançado do Sevilha conseguiu recuperar e rematar de pé esquerdo, fazendo o primeiro do encontro.

A Itália, em processo de renovação, raramente conseguiu incomodar Patrício. Nem mesmo a perder até porque, após o golo de André Silva, era Portugal quem continuava melhor no jogo, principalmente pelo trio da frente formado por Bruma (grande jogo, mais um, tal como já tinha feito contra a Croácia), Bernardo Silva, o 'Maestro' e André Silva. Mancini tentou 'agitar as águias', lançando Belotti para jogar ao lado de Zaza (de longe, o melhor dos italianos), num 4-4-2, na última tentativa de forçar pelo menos o empate. Já Fernando Santos refrescou o meio-campo com Renato Sanches no lugar de Pizzi e, na frente, Gelson Martins no posto de Bruma. Já nos derradeiros minutos trocou William Carvalho por Sérgio Oliveira. Portugal até podia ter feito mais um golo, primeiro por Gelson, depois por Renato Sanches mas Donnarumma mostrou qualidades e travou os remates dos dois jovens lusos.

A Itália, que tinha empatado com a Polónia no primeiro jogo desta Liga das Nações, continua no último lugar do Grupo A3, com o mesmo ponto dos polacos mas mais um jogo. Portugal lidera esta série de apenas três seleções onde apenas o primeiro colocado passa para a fase seguinte. O próximo jogo de Portugal é a 11 de outubro, fora de casa, frente a Polónia, onde vai tentar vencer para ficar em excelentes condições de seguir em frente. E já com Ronaldo, esperemos.

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