São já nove os pontos perdidos em 15 possíveis e os escassos seis conquistados em cinco jornadas (os mesmos da Suécia, que tem um jogo a menos) deixa os lusos mais longe das líderes Dinamarca (quatro encontros) e Hungria (cinco), com 10 pontos.

Se a missão já era complicada, agora ficou ainda mais dificultada: o segundo lugar, que pode dar direito a um lugar nos “play-offs”, parece cada vez mais o objectivo da equipa de Carlos Queiroz, que tem vitórias morais de sobra, mas pontos a menos para as suas ambições.

Depois da derrota 2-3 com a Dinamarca em Alvalade e empate 0-0 com a Albânia em Braga, Portugal continua sem ganhar em casa neste apuramento - o único triunfo em cinco jogos foi obtido na ronda inaugural, na visita à frágil Malta (4-0).

Os lusos realizaram uma primeira parte de bom nível, chegando mesmo a sufocar a Suécia, mas a finalização voltou a ser o problema, perante um adversário que foi ultra rigoroso tacticamente, com uma ocupação muito inteligente dos espaços.

Com um bloco sólido, os nórdicos foram remetidos muito tempo ao seu meio-campo, mas assustavam sempre nas bolas paradas ofensivas, criando várias oportunidades: ao fim de sete jogos, a Suécia continua invicta em solo nacional, com três empates e quatro triunfos.

Carlos Queiroz fez “bluff” e deixou Deco no banco, ficando Tiago com a responsabilidade de conduzir o jogo ofensivo: numa equipa sem ponta-de-lança (Hugo Almeida suplente), Danny completou um vagabundo tridente ofensivo que incluía ainda Cristiano Ronaldo e Simão.

A Suécia entrou confiante e prometia discutir o jogo taco a taco, mas, progressivamente, os pupilos de Queiroz tomaram conta do jogo e instalaram-se no meio-campo contrário.

A velocidade e criatividade desejadas por Queiroz eram fielmente traduzidas em campo: Tiago (17 minutos) desviou com perigo e Cristiano Ronaldo (18) tentou o “chapéu”, mas a bola foi às malhas laterais: aos 24 minutos, Duda cruzou... e acertou no poste direito.

A Suécia queria “respirar” e adormecia o jogo, apostando em lançamentos para os avançados Larsson e Elmander ou então a explorar os lances de bola parada, como aos 28 minutos, em que o central Majstorovic quase marcava, de cabeça, na molhada de jogadores.

A pressão lusa esbarrava na ausência de uma referência na área e foi em lance ao primeiro toque em Simão (43 minutos) apareceu a rematar na área, mas rente ao poste esquerdo.

A lesão de Bosingwa (45 minutos) retirou capacidade ofensiva ao flanco direito na segunda parte (Rolando juntou-se a Bruno Alves e Ricardo Carvalho foi lateral direito).

O resultado não interessava e Portugal que continuou a pressionar e podia ter marcado quanto Tiago (54 minutos) ofereceu o golo a Danny, mas este, apertado sobre a direita, atirou rente ao poste.

No minuto seguinte, a defesa lusa falhou e Eduardo saiu arrojado frente a Elmander, cedendo canto.Portugal perdia fulgor e discernimento: Deco (saiu Tiago) entrou aos 62 minutos e Hugo Almeida (Danny) aos 66.

O luso-brasileiro obrigou Isaksson a defesa apertada aos 73 minutos (Cristiano Ronaldo fez o mesmo dois minutos depois) e, aos 75, novamente de fora da área, errou o alvo por pouco.

Elmander (84 minutos) perdeu tempo e podia ter feito melhor na área, tal como Cristiano Ronaldo na resposta, falhado de cabeça na pequena área.

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