O próximo jogo da seleção nacional frente à Rússia vai ser determinante para o apuramento de Portugal para o Mundial 2014, no Brasil, com a margem de manobra da “nau” de Paulo Bento cada vez mais dependente dos “ventos” favoráveis de “Leste”.

Depois de perder às portas da final do Euro 2012 com a Espanha, Portugal regressou à competição a 7 de Setembro frente ao Luxemburgo com uma vitória tangencial por 1-2. Apesar da má exibição dos portugueses, Paulo Bento foi pragmático na sua análise ao jogo ao considerar que a conquista dos três pontos tinha eclipsado a má exibição da seleção nacional.

Com a conquista dos primeiros três pontos na fase de qualificação para o Mundial, Portugal recebia quatro dias depois o Azerbaijão, em Braga, e, aproveitando alguma ingenuidade do adversário, acabaria por vencer o encontro por 3-0. No entanto, o resultado foi enganador à luz dos números uma vez que só na segunda parte é que foram apontados, com Hélder Postiga e Bruno Alves a selarem o resultado final em cima do apito final depois do golo inaugural de Varela aos 63 minutos.

As duas vitórias consecutivas davam assim alguma tranquilidade à equipa de Paulo Bento para as próximas jornadas, apesar da Rússia ter a vantagem de golos marcados, e o fantasma da calculadora até poderia ter sido efetivamente exorcizado no jogo seguinte, a 12 de outubro, no relvado sintético de Luzhniki, em Moscovo, mas quiseram os “deuses do Olímpio” que tal não acontecesse. Portugal acabaria por sofrer a primeira derrota do apuramento frente à Rússia, com um golo aos seis minutos de Aleksandr Kerzhakov, e dando assim o favoritismo do grupo à equipa de Fabio Capello.

Seguiu-se depois a República da Irlanda no caminho de Portugal. No Estádio do Dragão, a seleção nacional estava obrigada a vencer a congénere irlandesa para assegurar a condição de favorito ao segundo lugar do grupo mas Niall McGinn, aos 30 minutos, gelou o coração dos portugueses ao bater Rui Patrício. Portugal ainda reagiu por Postiga perto do final, mas os dois pontos acabariam por ir “água abaixo”.

E se muitas vezes a sorte não tem acompanhado a “nau” portuguesa em águas internacionais, o que dizer quando Portugal foi jogar à “Terra Santa” frente à seleção de Israel e empata 3-3. Com um golo nos descontos de Fábio Coentrão, a equipa de Paulo Bento ainda conseguiu impedir uma derrota histórica frente a um adversário acessível e que até começou a perder aos 2 minutos de jogo.

O resultado final em Israel acabou por ser um mal menor frente a um adversário direto na luta pelo apuramento para o Mundial, mas a margem de erro de Portugal no caminho para o Brasil diminuiu drasticamente, e nem a vitória, quatro dias depois, frente ao Azerbaijão, em Baku, permite à equipa de Paulo Bento encarar o próximo jogo com a Rússia com a displicência revelada noutras fases de qualificação. Portugal tem de vencer a Rússia, ponto final.

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