António Simões brilhou com a camisola da seleção portuguesa nos anos 60, tendo conduzindo-a inclusive a um histórico terceiro lugar no Mundial de 66, explicou ao SAPO Desporto que, no seu entender, que a integração do luso-brasileiro Dyego Sousa, avançado do SC Braga, na equipa das quinas não fará a diferença.

“‘Eusébios’ e ‘Cristianos Ronaldos’ são exceções no futebol português. A história do futebol português, sem esta gente que faz golos, teria sido outra. Nunca fomos, como são outras nações cujas culturas são evidentes, grandes finalizadores. Se fossemos capazes de fabricar bons pontas de lança goleadores - há alguns que são bons mas não são finalizadores - se trabalhássemos nesta área poderíamos até ser campeões do mundo. Quanto à escolha de Dyego Sousa acho que é curta. Para o nível que se pratica na liga portuguesa chega, para uma seleção é curta. E não vejo mais ninguém neste momento que possa dar bons jogadores de área, aqueles que são referências no ataque”, explicou-nos, deixando ainda a sugestão - e a pergunta - se existem treinadores de guarda-redes, não deveria haver também treinadores de pontas de lança?

“Os clubes têm feito também um grande trabalho, além da formação da FPF. Temos treinadores de guarda-redes, não entendo porque não devemos ter treinadores de ponta de lanças? Por exemplo, o Nuno Gomes daria um bom treinador de pontas de lança”.

Recorde-se que Portugal começou a fase de qualificação para o Euro2020, com dois empates, contra a Ucrânia e Sérvia, ambos disputados na Luz.

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