A integração da video-assistência (VAR) ao árbitro pela primeira vez nos campeonatos alemães e italianos não está livre de polémica. A Bundesliga e a Serie A estrearam este fim de semana a nova tecnologia e esta não se mostrou infalível, mas corrigiu erros humanos.

Em ambos campeonatos, o recurso ao video-árbitro só pode ser utilizado em quatro momentos: golos, incidentes dentro da grande área, decisões arbitrais que envolvam cartões vermelhos e erros ao identificar um jogador sancionado. O balanço da jornada inaugural é positivo.

Os mais críticos apontaram duas situações, desde os 36 segundos necessários para o alemão Tobías Stieler sancionar uma grande penalidade sobre Robert Lewandowski até aos 97 segundos que o italiano Fabio Maresca demorou para resolver um lance na área da Juventus.

Bundesliga

O VAR estreou-se na Bundesliga na sexta-feira com o campeão Bayern de Munique diante do Bayer Leverkusen. Um total de doze lances (sete na primeira metade e cinco na segunda) foram revistos e apenas uma vez foi necessário corrigir a decisão do árbitro, num puxão do chileno Charles Aránguiz a Lewandowski dentro da área, aos 52 minutos.

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”Vi pelo canto do olho que agarravam a Lewandowski, parecia uma grande penalidade, mas não conseguia decidir com certeza. O VAR confirmou rapidamente", disse o árbitro Stieler.

No sábado, devido a problemas técnicos da empresa Hawkeye (Olho de Falcão), impediram a utilização da “linha de fora de jogo” a partir do centro de video-assitência em Colónia. No dia seguinte, por último, o VAR evitou que o Friburgo derrotasse o Eintracht com um golo ilegal, por fora de jogo, e também confirmou a decisão do árbitro Deniz Aytekin, ao anular um tento ao Moenchengladbach diante do Colónia.

Serie A

Em Itália, o VAR estreou-se com a campeã Juventus mas também esteve envolvido na resolução de jogadas de outros emblemas grandes como o AC Milan e o Inter na primeira jornada.

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Na partida de estreia, diante do Cagliari, a Juventus foi sancionada com um penálti do brasileiro Alex Sandro ao derrubar Dude Cop. O árbitro iria decidir pontapé de canto, mas depois de ter pedido ajuda no recurso às imagens, o juiz sinalou castigo máximo, cujo remate foi travado por Gianluigi Buffon. “Demos as boas-vindas à tecnologia sem medo”, escreveu o guarda-redes nas redes sociais.

Também no jogo entre o Inter e a Fiorentina, o VAR corroborou a decisão de não assinalar uma grande penalidade após entrada do brasileiro João Miranda sobre Giovanni Simeone. No Crotone-AC Milan, uma falta para grande penalidade cometida por Ceccherini, que segundo o árbitro não mereceu mais do que um cartão amarelo, viu esse mesmo cartão ficar vermelho depois de ter recorrido ao VAR.

Contudo, a principal polémica assistiu-se no jogo do Bolonha. Devido a problemas técnicos, que impediram as comunicações do árbitro durante 15 minutos, o juiz assistente marcou um fora de jogo antecedido por um golo do Torino. A decisão foi incorreta e impediu a equipa de Turim de vir de Bolonha com um triunfo. Ao tratar-se de uma ação prévia ao golo, que já havia sido sinalizada, não se podia aplicar o VAR. O jogo terminou empatado a um golo.

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