«As claques fazem o que querem nos estádios. Em Itália pode-se insultar quem se quiser. Em Espanha há um respeito muito grande, as famílias vão aos estádios e levam crianças. Houve uma vez em que um espectador me atirou uma bola de papel e foi imediatamente expulso. Em Inglaterra os estádios estão sempre cheios e convida a ir ao futebol porque nunca acontece nada de mal», afirmou o actual seleccionador de Inglaterra durante um seminário no centro de treinos Cuverciano, em Florença.

Para o técnico, “são os adeptos italianos que controlam a Série A. Não há coragem para aplicar leis contra eles”.

Capello apelou às autoridades e aos clubes que “tomem medidas se querem que as pessoas voltem a encher os estádios”.

As palavras não caíram bem no seio da federação italiana, que se manifestou de imediato, através do presidente Giancarlo Abate: “Nós não somos reféns dos adeptos, nós trabalhamos juntamente com as autoridades sobre este assunto”.

“Isso não é verdade. Fica muito fácil falar quando estamos lá em cima”, ripostou Gianni Petruchi, 63 anos, chefe do Comité Olímpico de Itália.

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