O ministro dos Desportos de Itália, Andrea Abodi, disse hoje que “provavelmente” a Juventus não será o único clube implicado no caso de mais-valias e falsa contabilidade sob investigação da Procuradoria de Turim.

“Provavelmente, a Juventus não é o único implicado. Isto irá permitir-nos fazer uma limpeza”, disse o ministro durante a apresentação do livro Código da Justiça Desportiva da FIGC (Federação Italiana de Futebol), no Comité Olímpico Italiano (CONI).

Abodi acrescentou que é preciso saber rapidamente o que se passou, no caso da Juventus, e tomar medidas, que tragam credibilidade ao sistema, em nome da competência legal, o que diz não ter acontecido nos últimos anos.

Com o nome de operação ‘Prisma’, a justiça italiana investiga 'manobras' fiscais da Juventus, relacionadas com a inflação fictícia dos preços de mercado dos jogadores da equipa principal para obter maiores lucros na sua posterior venda, e o adiamento de pagamentos a jogadores no exercício de 2020, marcado pela pandemia de covid-19, para que as verbas não fossem consideradas no respetivo ano fiscal.

Estas investigações conduziram a que na última segunda-feira os membros do conselho de administração da Juventus, incluindo o presidente Andrea Agnelli e o vice-presidente Pavel Nedved, renunciassem aos cargos.

Em Itália especula-se nas sanções a que investigação pode conduzir, com alguns cenários a admitirem a descida de divisão, uma vez mais, do clube de Turim.

Sem fugir ao tema, o ministro do Desporto vem hoje admitir que “provavelmente” existem outros clubes implicados, prevendo-se que a Procuradoria de Turim envie os documentos pertinentes a outras procuradoras em Itália, afetando outros emblemas.

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