"É verdade que insultei um dos vossos colegas com uma palavra que não posso repetir, mas não houve qualquer agressão" física, garantiu Mourinho em conferência de imprensa boicotada por alguns jornalistas.

O técnico luso, que espera jamais repetir o insulto, admite uma sanção do clube, mas considera "ridícula" qualquer interferência da justiça desportiva.

"A única punição que aceitarei é a do meu clube. Considero ridículo o apelo à justiça desportiva, pois não tem nada a ver", vincou.

O incidente registou-se com um jornalista do Corriere dello Sport, que estava junto do autocarro da equipa numa zona onde apenas o canal de televisão do clube, o Inter Channel, pode trabalhar: segundo o jornal desportivo, Andrea Ramazzotti teve autorização do responsável de comunicação do clube para estar naquela zona a ouvir.

O "Corriere dello Sport" afirmou que Mourinho empurrou o seu jornalista contra o autocarro da equipa milanesa no fim do jogo com a Atalanta (1-1), que o técnico presenciou da bancada, por ter sido expulso no jogo anterior da Liga italiana, em Turim, com a Juventus (1-2).

O jornal relatou ainda que o treinador português, sem ter sido previamente provocado, dirigiu-se ao jornalista e proferiu "alguns termos repugnantes", tendo de ser "agarrado por alguns dos que testemunharam o episódio".

"Não farei um pedido de desculpas públicas, pois tratou-se de uma situação privada", vincou, desvalorizando a situação ao dizer, com humor, que resolverá a questão directamente com o visado, de quem espera um "presente de Natal".

O técnico do Inter deve ser ouvido sexta-feira pela Federação Italiana de Futebol (FIGC).

O presidente do Inter de Milão, Massimo Moratti, ainda não se pronunciou publicamente sobre o assunto.

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