O ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, declarou-se nesta segunda-feira contra a suspensão dos jogos de futebol ou ao fecho de estádios - como alguns defendem - face à ocorrência de atos racistas ou violentos nas bancadas.

"O fecho dos estádios, a suspensão das partidas ou a proibição de viajar para os adeptos (...) é a renúncia ao Estado", declarou Salvini, líder de extrema direita. "Sou a favor de responsabilizar os adptos e deixar claro que quem faz, paga".

Salvini reuniu-se nesta segunda-feira com comandantes da polícia, dirigentes desportivos, árbitros, treinadores e líderes de claque para analisar os incidentes ocorridos em 27 de dezembro, durante a partida entre Inter e Nápoles, em Milão.

O defesa franco-senegalês do Nápoles Kalidou Koulibaly foi alvo de insultos racistas por parte da claque da Inter e o clube foi punido com dois jogos sem adeptos, um castigo mais rápido e maior que o habitual.

Durante o jogo, incidentes no exterior do estádio provocaram a morte de um adepto do Inter.

"Não podemos confundir os adeptos de bem, que são 99,9% dos casos, com os delinquentes", declarou Salvini, que reafirmou sua vontade de "erradicar a delinquência dentro e fora dos estádios" com uma mudança de legislação que permita processos mais rápidos.

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