O Real Madrid e o Barcelona enfrentam-se nesta quarta-feira (12) em Riade pelas meias-finais da Supertaça de Espanha, naquele que é o primeiro clássico de Xavi como técnico do clube catalão.

A Supertaça espanhola volta à Arábia Saudita dois anos depois de o Real Madrid ter batido o Atlético Madrid nos penáltis na final de 2020 em Jeddah (leste). A edição de 2021 foi disputada em Espanha devido a pandemia de COVID-19.

O troféu vai na sua terceira edição neste novo formato de quadrangular final, que colocará frente a frente na primeira meia-final o Real Madrid, vice-campeão espanhol, contra o Barcelona, atual vencedor da Taça de Espanha.

Na quinta-feira, o Atlético de Madrid, atual campeão espanhol, enfrenta o Athletic Bilbao, finalista da última edição da Taça de Espanha vencedor da Supertaça de 2021.

As duas partidas serão disputadas no Estádio King Fahd, em Riade, que também receberá a final do troféu no próximo domingo.

Os 30 mil bilhetes (pouco menos da metade da capacidade do estádio devido à pandemia) colocados à venda foram vendidos para o clássico desta quarta-feira, o primeiro oficialmente disputado fora de Espanha.

A equipa merengue, atual líder do campeonato espanhol, parece chegar numa posição melhor do que o Barcelona, sexto na Liga, 17 pontos atrás do rival da capital.

Cautela merengue

"Jogamos contra um rival forte que tem tido mais problemas do que nós, mas é um jogo único com duas equipas que têm o mesmo objetivo de chegar à final. É um jogo em que tudo pode acontecer", alertou na terça-feira o técnico do Real Madrid, o italiano Carlo Ancelotti.

O treinador do Real Madrid voltará a apostar na sua dupla de ataque formada pelo francês Karim Benzema e pelo brasileiro Vinícius Junior, jogadores que atravessam uma grande fase.

Benzema lidera a lista dos melhores marcadores do Campeonato Espanhol com 19 golos, enquanto Vini Jr. tem 12. No Barça, o maior goleador é o holandês Memphis Depay com 8 golos.

Enquanto Ancelotti tem uma longa experiência em clássicos, este será o primeiro duelo contra o agora técnico Xavi Hernández, que disputou diversas vezes 'El Clásico' como jogador do clube catalão.

"Para nós é um desafio, uma oportunidade de jogar uma final por um título e pode ser um ponto de virada. A credibilidade que ganhar um jogo como este daria ao projeto é tremenda", disse Xavi na terça-feira.

Além de poder contar com Pedri e Ferran Torres, que recuperam de COVID-19, Xavi incluiu na viagem o central uruguaio Ronald Araújo, o holandês Frenkie de Jong e o jovem Ansu Fati, que regressam de lesão.

Clássico imprevisível

Embora o Barcelona pareça chegar ao jogo em pior momento do que o rival, Xavi, que como jogador viveu "clássicos de todas as cores", considera que sua "experiência, um clássico é imprevisível, nunca se sabe o que pode acontecer".

Uma vitória contra o Real Madrid serviria de impulso e valeria um lugar na final da Supertaça, cuja disputa na Arábia Saudita, um reino ultraconservador muito criticado pelos defensores dos direitos humanos, continua a dividir opiniões.

"Ir para outro país para jogar tem o sentido que todos sabemos que tem. Não faz sentido ir lá para jogar um jogo que tinha que ser jogado aqui", declarou o veterano Raúl García, jogador do Athletic Bilbao, na segunda-feira, apontando para os óbvios interesses económicos.

A Federação Espanhola (RFEF) assinou um contrato de três anos para disputar a Supertaça na Arábia Saudita no valor de 120 milhões de euros.

Ao mesmo tempo, a Amnistia Internacional pediu na segunda-feira às equipas participantes "um gesto em favor dos direitos das mulheres" no país árabe.

A polémica sobre os direitos das mulheres sauditas (que foram autorizadas a assistir às partidas da Supertaça em 2019) marcou a primeira edição do torneio no país árabe.

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