O Benfica goleou domingo o Sporting por 5-0 e conquistou pela oitava vez a Supertaça de futebol, na estreia na época 2019/20, que podia ter tido um desfecho diferente, não fosse o desperdício dos ‘leões’ no primeiro tempo. Os leões entraram mais pressionantes no encontro, mas as águias conseguiram equilibrar as contas e ainda abriram marcador na etapa inicial. Nos segundos 45 minutos, a equipa de Alvalade foi mais perdulária e o excesso de erros cometidos ditou um resultado esmagador, com quatro golos no segundo tempo.

O Jogo: Equipas base da época passada, mas com pré-épocas diferentes

Quanto às equipas iniciais, Marcel Keizer e Bruno Lage optaram por manter grande parte dos titulares da época passada e lançar apenas um reforço em cada lado: o internacional português Luís Neto estreou-se no Sporting, num esquema de três centrais, enquanto o avançado espanhol Raul de Tomas foi o companheiro de ataque de Seferovic, o melhor marcador do campeonato em 2018/19.

As duas equipas iniciavam a época com paradigmas bastante distintos, pois, se os ‘leões’ não conseguiram vencer nenhum dos jogos de preparação, ainda que tenham alcançado um empate 2-2 diante do campeão europeu Liverpool, as ‘águias’ tornaram-se na primeira equipa portuguesa a vencer a International Champions Cup, o mais prestigiado torneio de pré-época.

Contudo, os encarnados até entraram pior no encontro, com o Sporting a ser mais perigoso e a ter mais oportunidades de golo. Logo ao início, Ferro podia até ter marcado um autogolo, não fosse a pronta intervenção de Odysseas. Mathieu percebeu que a linha defensiva ‘encarnada’ estava demasiada adiantada e desmarcou Bruno Fernandes (iniciou o jogo no lado esquerdo do ataque), para progredir e assistir Bas Dost na área, que só não deu seguimento devido ao corte errado do central português para quase trair Vlachodimos.

O Benfica conseguiu depois equilibrar o encontro e até ter mais bola, fazendo alguns remates à figura de Renan Ribeiro, mas mostrou dificuldade no capítulo do último passe e em ligar jogo com os dois homens mais adiantados, Seferovic e De Tomás.

Até àquele momento, a melhor oportunidade do Benfica na primeira parte surgiu aos 16 minutos, também num contra-ataque, mal definido por Seferovic, deixando-se intercetar por um decisivo Thierry Correia, que se mostrou acertado a nível defensivo.

O Sporting voltaria a estar muito perto de marcar, em dois momentos e num curto espaço de nove minutos, pelo capitão Bruno Fernandes, tendo sido só travado nas duas ocasiões pelo grego Vlachodimos que voltou a mostrar estar em grande forma.

Quando o jogo caminhava para o intervalo, acabou por ser o Benfica a inaugurar o marcador aos 40 minutos, por intermédio de Rafa Silva. O internacional português correspondeu da melhor forma a um cruzamento primoroso de Pizzi do lado direito, apanhando toda a defesa do Sporting desorganizada para bater Renan com um toque de pé esquerdo.

No segundo tempo, o Benfica foi muito mais eficaz nas ocasiões de golo de que dispôs, perante um Sporting desanimado e que deixou de conseguiu jogar.

Depois de ter marcado o golo no primeiro tempo, Rafa Silva voltou a estar em destaque com duas assistências, aos 60 e 75 minutos, primeiro ao aproveitar a atrapalhada tentativa de sair a jogar entre Coates e Mathieu e oferecer o golo a Pizzi, entregando novamente um passe decisivo ao compatriota 15 minutos depois.

Pelo meio, Coates cometeu uma falta à entrada da área que permitiu a Grimaldo cobrar de forma exemplar um livre direto, aos 64 minutos, e o reforço Chiquinho, que tinha entrado para o lugar de Gabriel, colocou um ponto final no encontro com um golo segundos antes do apito final do árbitro Nuno Almeida.

O momento: O segundo golo na partida

Pizzi marcou o segundo do Benfica na partida e o Sporting nunca mais se encontrou com o jogo. Rafa aproveitou uma desatenção de Mathieu e recuperou a bola na área para oferecer o golo a Pizzi.

A Figura: Pizzi:

Foi eleito o homem do jogo, com dois golos e uma assistência na conta pessoal na noite de domingo. Podia ter marcado o terceiro,  aos 63, e já sem Renan na baliza, mas o remate saiu prensado. A capacidade de passe e leitura de jogo do capitão encarnado deram dinâmica à equipa de Bruno Lage.

Os melhores

Rafa Silva

Abriu caminho à goleada com um remate de primeira no final da primeira parte. Assistiu Pizzi, por duas vezes, e foi uma dor de cabeça para os adversários quando nas suas já características arrancadas passava por dois ou três jogadores. Tal como Pizzi, o outro extremo dos encarnados, não esteve encostado ao corredor esquerdo.

Florentino

Quase não se dava por ele nos lances a meio campo, mas a verdade é que o jovem estava em todo o lado para conseguir destruir jogo do adversário. A boa leitura de jogo permitiu-lhe muitos roubos de bola que travaram saídas para o ataque do Sporting.

Raúl De Tomás

Um pouco apagado no primeiro tempo, o espanhol  soltou-se depois do intervalo e fez uma exibição de encher o olho, não fosse o facto de ter ficado de fora da lista de marcadores. Já revelou melhor entrosamento com o coletivo e colocou vários colegas na cara do golo, entre eles Seferovic, aos 67 minutos, mas o suíço falhou.

Vlachodimos

O Benfica pode ter goleado por 5-0, mas muito pode agradecer ao grego o facto de não ter sofrido nenhum golo no primeiro tempo, com grande defesas a remates de Bruno Fernandes e ao quase autogolo de Ferro.

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