Futura Arena Liga Portugal, nova casa dos clubes de futebol profissional, vai criar um “potencial de riqueza enorme” para o Porto, considerou hoje o autarca Rui Moreira.

“É um equipamento de elevado potencial, de geração de riqueza para a cidade. Tem sustentabilidade ambiental e a indispensável e necessária dimensão económica e o cosmopolitismo inerente”, enalteceu, no lançamento da primeira pedra.

A nova sede da Liga Portuguesa de Futebol Profissional vai ser erigida na freguesia de Ramalde e está orçada em cerca de 18 milhões de euros, sendo que a autarquia contribuiu com a cedência do terreno.

“Houve vontade comum em manter a sede do organismo na cidade, contrariando a debandada de várias instituições publicas para Lisboa. Que tem algumas que até fazem finca-pé para nunca, em caso algum, abandonar a capital, como o caso do Infarmd, uma ferida ainda exposta na cidade”, recordou.

Descontente com as opções do Governo, Rui Moreira entende que este projeto é “cultura e conhecimento”, pelo que não entende as prioridades do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que, recorda, para este propósito “atribui 114 milhões de euros à área metropolitana de Lisboa, 19 milhões para o centro, nove para o norte, três para o Alentejo e um para o Algarve”.

“Mais uma vez, é um país demasiado inclinado. Gosto do jogo, de futebol, de desporto, pelo que os campos não devem estar tão inclinados. Devemos apostar nas várias zonas e cidades do país”, defendeu, garantindo que as suas afirmações “nada têm a ver com guerra norte-sul”.

Alegra-se pelo “casamento perfeito” que permite ter o Arena Liga Portugal na cidade, entendendo que vai requalificar e valorizar a zona de Ramalde, além de “potenciar a criação de emprego”.

Valentim Loureiro, antigo presidente do organismo, congratulou-se pelo facto deste empreendimento significar que “a sede da Liga não vai mais sair do Porto e do norte”.

“Alguns presidentes depois de mim, que nunca gostaram de futebol nem contribuíram para o seu desenvolvimento, esvaziaram a Liga dos poderes que tinha – a disciplina e a arbitragem foram para Lisboa -, mas o Pedro Proença está a fazer um excelente trabalho e no futuro muitos lhe vão agradecer e recordar”, elogiou.

O edifício de oito andares, situado num terreno de 7.263 m2, vai contar, entre outros, com três pisos de escritórios e serviços complementares para as necessidades do organismo, bem como auditório, museu, loja da Liga Portugal, incubadora de empresas, espaço multimédia, zonas de lazer e parque infantil.

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