Paulo Sérgio vincou esta quarta-feira a sua determinação em continuar a comandar a equipa do Sporting, apesar do cenário eleitoral criado no Sporting, na sequência da demissão de José Eduardo Bettencourt, no sábado passado, e da queda dos órgãos sociais ontem anunciada.

«Nem hoje nem nunca me vou demitir. Não tenho contrato com a pessoa A, B ou C», atirou Paulo Sérgio na conferência de imprensa que servia de antevisão da partida com o Penafiel, referente à 2ª jornada da fase de grupos da Taça da Liga, esta quinta-feira.

Questionado sobre as vozes que pedem que coloque o seu lugar à disposição, Paulo Sérgio contra-ataca e fala em deselegância dos críticos: «Quem defende isso, e não quero ser deselegante, é porque se baseia na questão da bola à trave e não se pode avaliar por aí.» 

A saída do presidente leonino foi comentada com tristeza pelo treinador, que deixou elogios ao líder demissionário. «José Eduardo Bettencourt esteve sempre presente, foi sempre solidário, compreendendo os motivos do insucesso. Não tenho dúvidas de que é um grande sportinguista e um bom homem. Foi um prazer conhecê-lo e trabalhar com ele. Os motivos da saída são dele, ele é que tem de explicar. Apenas registo com mágoa a saída dele», frisou.

Apesar do balanço à frente do Sporting não ser inteiramente positivo, Paulo Sérgio não mostra qualquer arrependimento por ter rumado a Alvalade. «Considero todos os clubes por onde passei como 'grandes'. Não estou decepcionado, mas sim conhecedor da realidade do Sporting. Num quadro dos três grandes, temos uma desvantagem grande. Isso cria dificuldades acrescidas aos profissionais e até aos dirigentes. Temos de esbater isso, fazendo das fraquezas, forças. Não estou arrependido de estar no Sporting", concluiu.

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