O capitão do Vitória de Guimarães, Alex, disse esta quarta-feira que o Benfica demonstrou mau perder na recente final da Taça de Portugal de futebol, que os vimaranenses conquistaram (2-1) no Estádio do Jamor.

«Na altura não me apercebi, mas foi com alguma tristeza quando me dei conta, fiquei desiludido. Os profissionais de futebol merecem respeito e o Vitória estava a viver ali um momento único. O Benfica deveria ter ficado em campo e presenciado a nossa festa. É muito difícil saber ganhar, mas também temos que saber perder e, claramente, o Benfica não soube perder», afirmou o defesa direito, à margem de uma visita de uma delegação do clube à Escola EB 2,3 João de Meira, em Guimarães.

Para Alex, ele próprio um antigo jogador dos "encarnados", essa atitude «beliscou um pouco o nome do Sport Lisboa e Benfica, clube que tem um historial que não vai de encontro com esse tipo de atitude, mas as pessoas que mandam no Benfica com certeza que não ficaram satisfeitas».

O jogador, de 33 anos, está em final de contrato e não sabe ainda se continua no Vitória, assumindo mesmo que pode vir a terminar a carreira, possibilidade a que não é alheia a recente conquista no Jamor.

«Para a semana vou-me encontrar com o presidente e com o Flávio Meireles [diretor para o futebol], pretendo saber o que o Vitória quer e depois tomarei uma decisão, neste momento é ainda prematuro dizer alguma coisa. O que aconteceu no domingo [a vitória na Taça de Portugal] fez com que pensasse em muita coisa e talvez possa dar outro rumo à minha carreira pois toda a gente sabe entrar, difícil é saber sair. Sinto-me em condições físicas para continuar a jogar, mas tenho de analisar as coisas com alguma frieza, eu quero é sentir-me útil», afirmou.

Alex desejou ainda que o treinador Rui Vitória continue em Guimarães, porque «está identificado com o clube, os adeptos gostam dele, mas no futebol tudo pode acontecer e ele também terá as suas ambições e desejos pessoais».

Para o experiente jogador, o Vitória de Guimarães «não tem outra alternativa» que não seja continuar com o atual projeto.

«As coisas não mudaram, continuam extremamente complicadas do ponto de vista financeiro, seria um erro o Vitória de Guimarães partir do pressuposto que a partir de agora podia ter outra filosofia. Este projeto tem que continuar, a aposta na formação, nos jovens jogadores portugueses, para criarmos uma base sólida que possa sustentar este tipo de sucesso, porque [esta Taça de Portugal] foi esporádica, não aconteceu de forma sustentada», analisou.

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