O troféu da Taça de Portugal de futebol vencido pelo Desportivo das Aves em 2017/2018 foi hoje vendido em leilão por 30.000 euros à Câmara Municipal de Santo Tirso, concelho onde se situa a freguesia da Vila das Aves.

“Não podíamos permitir que um troféu com tanta relevância na história do desporto no concelho ficasse na posse de um privado, porventura de alguém sem qualquer ligação à Vila das Aves ou ao clube, pelo que o Município de Santo Tirso fez questão de evitar que tal acontecesse”, vincou o presidente daquela autarquia, Alberto Costa, em comunicado.

Conquistado em 20 de maio de 2018, com uma vitória sobre o Sporting na final da prova ‘rainha’ (2-1), no Estádio Nacional, em Oeiras, o cetro foi leiloado desde 04 de agosto em hasta pública no portal e-leilões na Internet, no âmbito da insolvência da SAD nortenha.​​​​​​​

Um ‘bis’ de Alexandre Guedes, contra um golo do colombiano Fredy Montero, ‘selou’ um inédito êxito dos nortenhos, então orientados por José Mota, apenas cinco dias depois da invasão à Academia de Alcochete, onde adeptos agrediram vários jogadores ‘leoninos’.

O leilão foi gerido pelo Tribunal Judicial da Comarca do Porto e decorreu até às 10:00 de hoje, tendo, a partir de um valor de abertura de 800 euros e de um valor base de 1.600 euros, estabelecido 1.360 euros como fasquia mínima aceite para a aquisição do troféu.

Nos derradeiros minutos, uma série de licitações consecutivas vieram inflacionar o valor da melhor proposta, que se fixou em 30.000 euros, contrariando o desejo do refundado Desportivo das Aves 1930 em resgatar a Taça de Portugal arrebatada pela extinta SAD.

A maior conquista da história do emblema avense foi arrestada à SAD em julho de 2020, quando a administração liderada pelo chinês Wei Zhao reprovou nos requisitos de licenciamento nas provas profissionais da temporada 2020/21 junto da Liga de clubes e dispensou o recurso para o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol.

Os nortenhos já tinham sido despromovidos desportivamente à II Liga, mas ‘caíram’ pela via administrativa no Campeonato de Portugal, então terceiro escalão nacional, afetados por dívidas salariais e rescisões unilaterais de jogadores, equipa técnica e funcionários.

A SAD, que ainda assistiu ao arresto dos dois autocarros do Desportivo das Aves, optou por desistir de participar no Campeonato de Portugal em setembro de 2020, cinco meses antes de ter sido declarada insolvente pelo Tribunal Judicial da Comarca de Santo Tirso.

As dívidas da SAD de quase 37,5 mil euros a três clubes estrangeiros levaram a FIFA a impedir o clube de inscrever novos jogadores desde agosto de 2020, mas a direção de António Freitas resolveu refundar as secções de futsal e de futebol dois meses depois, que passaram a representar um novo clube, designado por Desportivo das Aves 1930.

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