A Confederação do Desporto de Portugal vai reiterar ao Governo a necessidade de formar um grupo de trabalho com técnicos da Direção-Geral da Saúde (DGS), tendo em vista a retoma das competições desportivas, revelou esta quarta-feira o presidente do organismo.

Contactado pela Lusa, Carlos Paula Cardoso explicou que essa é a principal proposta que a Confederação (CDP) pretende levar à audiência urgente que solicitou à Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto (SEJD) e sublinhou que ainda se está a tempo de criar o grupo “para que se encontrem as melhores soluções”, no âmbito da pandemia de covid-19.

O presidente do CDP assinalou que a interpretação das orientações da DGS, feita e comunicada às federações pelo Gabinete do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, é diferente da leitura da Confederação e esse é, também, um dos pontos que motivaram o pedido de audiência com caráter de urgência.

“Temos um documento da DGS que informa os trâmites necessários para cada um poder realizar competições, mas as leituras são diversas. O problema é que solicitámos em devido tempo um grupo de trabalho com elementos das federações e da DGS para elaborar as normas. Se tivéssemos tido essas reuniões, agora não estávamos nestas interpretações”, lamentou Carlos Paula Cardoso.

O dirigente referiu, várias vezes, que é necessário “bom senso” de todas as partes para definir “as melhores soluções” para a retoma da atividade desportiva após a paragem motivada pela covid-19 e lembrou que tal como “o país não pode confinar como fez em março, também o desporto não pode parar”.

“Está em causa a sobrevivência de várias modalidades desportivas. As dificuldades que são colocadas nos desportos de alto risco invalidam, em muitos casos, a sua realização, porque os custos inerentes são muito elevados. Muitos deles não têm capacidade para cumprir as orientações divulgadas pela DGS, portanto temos de encontrar soluções”, disse o presidente da CDP.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) atualizou na terça-feira as normas para a retoma das competições de modalidades desportivas coletivas, incluindo o râguebi e os desportos de contacto no grupo de alto risco.

A atualização das normas permite a retoma de modalidades como o futebol não profissional, andebol, futsal, basquetebol, voleibol e hóquei em patins, encarregando as federações e os clubes de avaliarem o risco de contágio pela covid-19 e de "elaborar um regulamento específico para a prática desportiva, em contexto de treino e em contexto competitivo, de acordo com a estratificação de risco da modalidade".

Além do râguebi, estão incluídos no grupo de alto risco de contágio os desportos de contacto, entre os quais o judo, e modalidades como o polo aquático e a ginástica acrobática.

As modalidades incluídas no grupo de alto risco devem, ao abrigo das normas da DGS, realizar testes até 48 horas antes da competição, dos quais estão dispensadas as modalidades do grupo de médio risco, sempre que se trate de treinos ou "competições entre equipas de zona(s) sem transmissão comunitária ativa".

A DGS obriga a que as modalidades de médio risco realizam testes aleatórios até 48 horas antes da competição, sempre que as equipas compitam em zonas de transmissão comunitária ativa da doença.

Portugal contabiliza pelo menos 1.806 mortos associados à covid-19 em 56.274 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da DGS.

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