A pensar nos Jogos Olímpicos Paris2024, 14 atletas portugueses, seis já com experiência olímpica e um com uma medalha, asseguraram um apoio para as respetivas preparações, que foi hoje apresentado.

O judoca Jorge Fonseca, bicampeão do mundo e medalha de bronze nos -100 kg em Tóquio2020, é um dos atletas apoiados por uma cadeia de supermercados, juntamente com os nadadores Mafalda Rosa e José Lopes, a triatleta Melanie Santos, o canoísta David Varela e a atleta Salomé Afonso, todos já com Jogos no currículo.

A equipa de ‘estrelas’ conta ainda com os atletas Mariana Machado, Samuel Barata, Etson Barros, Isaac Nader e Nuno Pereira, o triatleta Ricardo Batista, a canoísta Francisca Laia e a ciclista Vera Vilaça.

Depois de ter apoiado 10 atletas de cinco modalidades para os Jogos Olímpicos Tóquio2020, o projeto foi alargado, tendo em vista Paris2024.

“Claro que já estou a pensar em Paris", começou por dizer Mariana Machado, de 21 anos, campeã nacional de corta-mato longo em 2021 e vice-campeã europeia sub-20, em 2019, nos 3.000 metros.

No entanto, a atleta do Sporting de Braga realçou que pretende estar “ao melhor nível” noutras provas, para “ganhar mais medalhas e melhorar os recordes pessoais”.

“Para chegar aos Jogos Olímpicos tem de haver um crescimento gradual e estas competições fazem parte do processo para chegar lá”, vincou a filha da antiga atleta Albertina Machado.

Machado está atualmente no quarto ano de Medicina da Universidade do Minho e sente-se satisfeita por fazer parte de dois mundos onde "só estão os melhores dos melhores".

A meio-fundista admitiu que a gestão entre a competição e os estudos "acarreta muita disciplina e organização" e que, por vezes, "parece que as 24 horas do dia não chegam para fazer tudo o que está planeado".

"Treinar duas vezes por dia, estudar e fazer a recuperação necessária exige muito tempo. O principal segredo é mesmo a organização e a disciplina” concluiu.

A já médica e canoísta Francisca Laia, depois de ter estado no Rio2016, ficou a um décimo de segundo de disputar o apuramento para a prova de K1 200 metros de Tóquio2020, falhando também o apuramento em K2 500.

Contudo, a atleta natural de Abrantes afirmou que o mais importante deste ano não foi falhar a qualificação, mas sim "o conseguir ter força para continuar a lutar e continuar a treinar".

"Tive de ir ao fundo e voltar a subir. Passei pelas fases todas. Treinar, chegar ao campeonato de mundo e pensar: eu vou participar, mas já só preciso é de férias. Mas pronto, foi um processo muito positivo em termos psicológicos. É uma das grandes dificuldades que temos, é mantermo-nos sãos. E conseguir passar por isso e terminar o ano ainda com um bom resultado, fez-me acreditar que as coisas vão correr bem no futuro”, explicou a antiga canoísta do Sporting, atualmente no Clube Desportivo Os Patos.

Já Mélanie Santos, depois de se ter estreado em Jogos com o 22.º lugar no Japão, reforçou a importância destes patrocínios para "retirar alguma pressão" aos atletas e ambiciona um lugar entre as oito primeiras em Paris2024.

"Quando passei a meta de Tóquio pensei: quero mesmo estar em Paris, quero estar na melhor forma e vou lá estar. (...) Eu sonho muito com o diploma olímpico, claro que a medalha é sempre um sonho, mas eu acho que um diploma olímpico já é uma grande meta, conseguir estar entre o ‘top-8’ das grandes atletas femininas de triatlo, seria fantástico”, rematou.

As 14 ‘estrelas’ escolhidas pela cadeia de supermercados Lidl vão beneficiar de uma bolsa de financiamento para as necessidades individuais, tais como alimentação, propinas, material desportivo e de competição e ainda nos custos relacionados com competições e estágios.

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