O andebol francês deu hoje por terminados os campeonatos profissionais, suspensos desde 13 de março devido à pandemia de COVID-19, com o título de campeão entregue ao Paris Saint-Germain, pela sétima vez, ao fim de 18 jornadas.

A decisão de terminar antecipadamente as provas e ‘congelar’ a classificação dos campeonatos no momento da sua suspensão foi tomada com base em recomendações e pareceres reunidos por diferentes grupos de trabalho criados para o efeito.

O título de campeão francês foi entregue ao Paris Saint-Germain, que nos 18 jogos disputados somou 17 vitórias e um empate e que, na altura da suspensão, liderava a tabela classificativa com 35 pontos, mais seis do que o Nantes, segundo posicionado.

Paris Saint-Germain e Nantes, do português Alexandre Cavalcanti, garantiram a presença na próxima edição da Liga dos Campeões, enquanto Nimes, Montpellier, de Gilberto Duarte, e Toulouse, respetivamente terceiro, quarto e quinto classificados, apuraram-se para a Taça EHF.

Foi ainda decidido que não seriam despromovidos os últimos dois classificados, pelo que a edição de 2020/21 será alargada a 16 clubes, com o ingresso do Cesson-Rennes, que recebeu o título de campeão da II Liga, e do Limoges (2.º).

Tendo em conta a crise de saúde pública que afeta o país e o mundo, os responsáveis do andebol gaulês decidiram ainda cancelar definitivamente a final a quatro da Taça da Liga de 2019/20 e todos os restantes troféus do calendário nacional.

Para facilitar a recuperação num contexto económico complicado, a liga francesa (NHL) optou pela manutenção de todos os clubes participantes e aponta, sempre em sintonia com a evolução das medidas sanitárias, para que a próxima temporada comece entre o final de agosto e o início de outubro.

O regresso ao ativo da modalidade em França está ainda ligado ao calendário internacional da modalidade, que terá que ser remodelado, nomeadamente devido aos novos prazos olímpicos, com a NHL a admitir o cancelamento de algumas provas devido à sobrecarga de calendário.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da COVID-19, já provocou mais de 120 mil mortos e infetou mais de 1,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Dos casos de infeção, cerca de 402 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro de 2019, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 973 mil infetados e mais de 81 mil mortos, é o que regista o maior número de casos, e a Itália é o segundo país do mundo com mais vítimas mortais, contando 20.465 óbitos e mais de 159 mil casos confirmados.

França, com 14.967 mortos e mais de 137 mil casos confirmados, é outro dos países mais afetados pela COVID-19.

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