A Federação Portuguesa de Andebol (FPA) espera colocar a variante feminina no patamar mais elevado da modalidade, dentro de poucos anos, anunciou hoje em Paredes o vice-presidente daquele organismo.

Augusto Silva, que participou na cerimónia de assinatura do protocolo entre a FPA e a Câmara Municipal de Paredes, no âmbito do jogo de qualificação para o Europeu feminino de 2022, entre Portugal e Espanha, no domingo, destacou o trabalho de reestruturação que o organismo que tutela a modalidade em Portugal está a fazer na variante feminina.

“Não estamos a começar nada de novo, mas a decalcar o trabalho que tem sido feito e a curto, médio, prazo vamos conseguir alcançar o objetivo de estarmos em palcos mais ambiciosos”, disse Augusto Silva.

Confiante no trabalho iniciado há dois anos, o dirigente federativo elogiou a aposta na reestruturação do andebol feminino, a partir dos escalões de formação, e o trabalho de acompanhamento envolvendo as seleções e os clubes.

“A competição feminina mantém-se com 14 equipas, mas pretendemos reduzir para 12 e depois para 10, complementando com outras competições, inclusive uma ibérica e outra paralela ao campeonato que vai compensar o número de jogos (perdidos pela redução de jogos). Estamos quase a assistir a uma semiprofissionalização do andebol feminino”, sublinhou.

O selecionador da equipa feminina, também presente na sessão, resumiu esta aposta em “evolução consistente e capaz”, lembrando que “o trabalho da seleção depende muito do trabalho dos clubes”.

Nesse sentido, José António Silva destacou o “processo em curso nas seleções nacionais com equipas multidisciplinares (da nutrição à fisiologia)”, para que, “em poucos anos, Portugal consiga atingir o patamar mais elevado do andebol feminino”.

Paredes, que acolhe no domingo às 17:00) o segundo jogo do Grupo 5 de qualificação para o Europeu feminino de 2022, assume-se como “um bom exemplo”.

Em nome da autarquia, o presidente Alexandre Almeida falou de “uma modalidade muito acarinhada no concelho”, recordando as várias edições do ‘Paredes Handball Cup’, com presença de equipas internacionais, e afirmou mesmo que “o andebol em Paredes proporcionou a igualdade de género” no acesso ao desporto e à modalidade.

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