A seleção portuguesa de andebol feminino acredita que pode causar surpresa na qualificação o 'play-off' de acesso ao Campeonato do Mundo do Japão de 2019, mostrando-se confiante em terminar no primeiro lugar do grupo 3.

Juntamente com Bielorrússia, Itália e a anfitriã Grécia, que organiza a fase de qualificação de 23 a 25 de novembro, em Amyntas, a equipa liderada por Ulisses Pereira quer assegurar o apuramento "difícil" e fazer história na vertente feminina.

"Temos a Bielorrússia, que é presença habitual nestas fases e a grande favorita. A Grécia é a equipa mais fraca do grupo, joga em casa, mas temos sido melhores. A Itália já venceu há dois anos o mesmo apuramento, mas acreditamos que podemos vencer", começou por analisar o técnico, em declarações à agência Lusa.

Portugal inicia a qualificação diante das bielorrussas, um encontro que será de caráter decisivo, segundo o treinador.

"É o jogo decisivo e o grande teste. Para ganhar teremos que estar a um grande nível e transcendermo-nos. Acreditamos que é possível fazer uma surpresa. Vamos ganhar à Itália e à Grécia", ambicionou.

O segundo melhor classificado de todos os grupos também se apura para o 'play-off', porém Ulisses Pereira só pensa no primeiro lugar.

"Não acredito que o segundo classificado do nosso grupo tenha acesso. Para passarmos temos mesmo que vencer a Bielorrússia. Há grupos com equipas muito fracas, vai haver goleadas e resultados desnivelados. São equipas mais acessíveis", disse.

Por fim, caracterizou as suas atletas e revelou a mensagem passada para um grupo que "pode entrar na história do andebol português".

"São jogadoras jovens e ambiciosas, que querem fazer história e fazer com que o andebol português esteja pela primeira vez num Mundial feminino. Quero que corram atrás do sonho e ninguém nos vai cobrar se não conseguirmos", terminou.

Também a guarda-redes Jéssica Ferreira fez a antevisão aos três jogos, enaltecendo o sonho que o balneário tem em alcançar o objetivo de ficar em primeiro do grupo 3.

"Temos que ser bastante exigentes, principalmente no primeiro jogo, cuja dificuldade vai ser mais elevada. Nós somos um grupo que gosta de sonhar bastante e acreditamos que pode ser possível", destacou.

Para a guardião portuguesa, a missão também passa por mostrar a evolução ao andebol feminino: "Já somos oito jogadoras que estamos a jogar lá fora [em outros países] e queremos melhorar o andebol a nível internacional."

Na sexta-feira, Portugal defronta a Bielorrússia, pelas 15:00, seguindo-se a Itália no dia seguinte, pelas 17:30, e o último desafio no domingo, às 15:00, diante da anfitriã Grécia.

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