
O marido da atleta queniana Agnes Tirop, acusado do seu homicídio em 2021, que estava em liberdade condicional, deixou de ser localizado, declarou o seu advogado à AFP esta sexta-feira (28).
Em outubro de 2021, com apenas 25 anos, a atleta de nível internacional, vencedora duas vezes do bronze mundial dos 10.000 metros (2017 e 2019) e quarta nos Jogos Olímpicos de Tóquio (2021) nos 5.000 metros, foi encontrada morta esfaqueada em sua casa em Iten, célebre local de treinos de corridas de fundo no vale do Rift, Quénia.
A tragédia aconteceu pouco depois de Tirop bater o recorde mundial dos 10 quilómetros femininos na Alemanha.
O seu marido, Emmanuel Ibrahim Rotich, de 45 anos, acusado do assassinato, negou as acusações.
O suspeito deveria comparecer na quinta-feira perante um tribunal de Eldoret, ao oeste do Quénia, mas o seu advogado, Ngigi Mbugua, declarou ao juiz que o seu representado não foi localizado.
Nos últimos anos, o Quénia tem sido cenário de vários casos de mortes e assassinatos de atletas de primeiro nível.
A maratonista ugandesa Rebecca Cheptegei foi queimada com gasolina pelo seu marido e morreu em setembro poucas semanas após disputar os Jogos Olímpicos de Paris.
O assassinato de Rebecca comoveu o mundo do atletismo e tornou-se num caso emblemático da violência contra as mulheres.
Rotich tinha sido colocado em liberdade condicional em novembro de 2023 depois de ter passado dois anos na prisão.
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