O congresso do Comité Olímpico Internacional (COI) readmitiu hoje como membro a World Athletics, que tinha sido afastada devido a uma questão de conflito de interesses que envolvia o seu presidente, o britânico Sebastian Coe.

“Como presidente da World Athletics, estou absolutamente satisfeito em representar o nosso desporto no movimento olímpico como membro do COI”, disse Sebastian Coe, mostrando-se ansioso para “trabalhar de forma ainda mais estreia” com o organismo.

Depois de diminuir a sua intervenção na empresa CSM, passando para o cargo de presidente não executivo, a entrada do ex-campeão olímpico Sebastian Coe foi aprovada na assembleia que reuniu eletronicamente com 77 votos a favor e 10 contra.

Em 2021, o COI realizará duas sessões plenárias, sendo a primeira em Atenas, durante o segundo trimestre do ano, para as eleições, e a segunda em Tóquio, em julho, antes do início dos Jogos Olímpicos, adiados para o próximo ano devido à pandemia de covid-19.

O alemão Thomas Bach, presidente do COI desde 2013, anunciou hoje que concorrerá a um segundo e último mandato, de quatro anos, e a assembleia eleitoral ocorrerá em Atenas, em data ainda a ser fixada no segundo trimestre de 2021.

“Se os membros do COI quiserem, eu estou pronto para cumprir um segundo mandato”, disse o e ex-campeão olímpico de esgrima, de 66 anos, no discurso inaugural de mais uma reunião de trabalho por videoconferência do organismo.

Bach foi eleito presidente do COI em 2013, em Buenos Aires, na Argentina, para um primeiro mandato com a duração de oito anos. Após o primeiro mandato, o presidente pode recandidatar-se a um segundo de quatro anos, de acordo com a Carta Olímpica.

O alemão, que é o nono presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), sucedeu em 2013 ao belga Jaques Rogge (2001-2013), que, por sua vez, tinha sido antecedido pelo espanhol Juan Antonio Samaranch (1980-2001).

O COI e o Comité Organizador dos Jogos Olímpicos Tóquio2020 asseguraram que todos os locais preparados para receber a prova este ano poderão ser usados em 2021, incluindo a aldeia olímpica, após o adiamento devido à pandemia de covid-19.

Os centros de imprensa e dedicados a transmissões televisivas e audiovisuais, que estavam em dúvida, foram também confirmados, à margem da 136.ª reunião do COI.

Este anúncio encerra uma das principais dúvidas criadas pelo adiamento dos Jogos para o verão de 2021, uma vez que estas instalações tinham outros destinatários no próximo ano e poderiam não ser ‘recuperadas', ainda que tenha agora de haver "coordenação e ajustes" sobre alojamento e outros contratos de prestação de serviços.

A assembleia do COI aprovou também, por unanimidade, a proposta da sua Comissão Executiva de adiar para 2026 os Jogos Olímpicos da Juventude de Dakar, que deveriam ser realizados em 2022.

Organizar os primeiros Jogos Olímpicos da Juventude em África nas circunstâncias geradas pela pandemia de covid-19 teria sido “um desafio difícil” para o Movimento Olímpico, também focado na realização de Tóquio2020, adiado para julho de 2021, e nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, sete meses depois.

"Uma proliferação de eventos olímpicos num período muito curto de tempo”, concluiu o presidente do COI, Thomas Bach, justificando a decisão do adiamento, que a assembleia aprovou com 90 votos a favor e nenhum contra.

A sessão ficou ainda marcada pela despedida do espanhol Juan Antonio Samaranch Jr. – filho do antigo presidente do organismo com o mesmo nome -, após oito anos de “aprendizagem” na Comissão Executiva do COI, os últimos quatro como vice-presidente.

Juan Antonio Samarach Jr. foi eleito membro do COI em 2001, na mesma sessão em que seu pai, que completaria 100 anos nesta sexta-feira, deixou a presidência.

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